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Criatividade na Adoração
Gostaria de compartilhar com os leitores deste blog um vídeo que vi pela primeira vez no site internautas cristãos e que tem sido uma boa influência na visão que estou tentando construir acerca de culto e louvor congregacional. Nele, C. J. Mahaney e Bob Kaufin falam sobre o papel da criatividade na adoração da igreja. É innteressante notar que impelidos pela cultura do mundo, muitos cultos tem sido dominados pelo entretenimento e com isso, perde-se o maior benefício ao ter o povo de Deus reunido – Exaltar a Glória de Deus. Ao fazer o culto para as pessoas, a adoração coletiva deixa de ser direcionada a Deus e passa a ser um serviço prestado a homens.
Um aspecto prático desta triste realidade é o fato de que em muitas igrejas há uma verdadeira tirania dos “grupos de louvor”, onde o elemento mais valorizado em uma reunião da igreja é a qualidade artística do que foi apresentado, e não o quão fiel à mensagem do Evangelho foi o conteúdo do que foi cantado, orado e pregado.
Este estado de coisas só leva a igreja a um conceito equivocado da adoração congregacional. O culto não é um show que se assiste, mas uma reunião da qual se participa ativamente. Que Deus nos ajude a adorá-lo como Ele deseja!
O jeito que não dá jeito

A cultura brasileira é muito ampla e os seus fatores positivos e negativos têm chamado a atenção de estudiosos das culturas e, no meio evangélico, principalmente dos missiólogos. Um fator especialmente polêmico é o famoso “jeitinho brasileiro”. Dar um jeito para passar pelas dificuldades, burlar regras, sempre dizendo que “ninguém vai ficar sabendo” já é algo considerado normal pela maioria dos brasileiros. Nós, cristãos evangélicos, às vezes nos permitimos envolver por esta influência cultural e muitas vezes entramos na “onda” do mundo e temos atitudes semelhantes a dos incrédulos.
Sabemos que o evangelho não é um destruidor de culturas, mas sabemos que os seus princípios estão acima de qualquer cultura. A Bíblia é um livro atemporal e divino, por isso transcende às mudanças que a sociedade possa tentar impor. Dentro do “jeitinho brasileiro” podemos identificar aspectos que vão de encontro a princípios bíblicos e, portanto, devem ser excluídos da prática de qualquer crente. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça” 2 Tm 3.16.
O brasileiro sempre quer dar um jeito para passar por dificuldades. O problema está na maneira que ele faz isso. A Bíblia condena a desonestidade (Pv 10.2; 11.1; 13.11) e a mentira (1 Jo 2.21). Muitas vezes as conseqüências de atitudes desonestas são muito piores que as da verdade, mas a tendência do brasileiro (com o seu “jeitinho”) é tentar “sair pela tangente”. O povo de Deus tem que se afastar deste “jeito que não dá jeito” se quiser agradar a Deus e não envergonhar o evangelho.
Outro aspecto do “jeitinho brasileiro” é o desrespeito às autoridades. Alguns são tão rebeldes contra toda e qualquer regra que chegam ao ponto de cometer verdadeiros crimes só pelo prazer de infringir uma regra, sabendo que nenhuma punição lhe sobrevirá. Isso é totalmente contrário a Palavra de Deus que ordena ao crente não apenas a obediência às autoridades, mas também a honra (Hb 13.17; 1 Pe 2.13). Isso se aplica a qualquer tipo de regra imposta por autoridade competente, desde que não fira algum princípio bíblico direto.
Sem dúvida esse jeito brasileiro não dá jeito. Não dá jeito nos problemas mais graves que testemunhamos dia após dia em nosso país. A Bíblia condena a “malandragem” sendo ela traço cultural ou não. A igreja não pode se acomodar ao jeitinho. Nós devemos, portanto, nos abster de certas coisas, algumas delas pequenas aos nossos olhos, mas que não agradam a Deus, tais como: mentirinhas, meias-verdades, pequenas corrupções, trocas de favores, pirataria etc. Talvez tais atos, ao serem praticados, jamais sejam descobertos por qualquer pessoa, mas Deus sonda o nosso coração (Sl 139.1) e sabe tudo o que fazemos, para Ele não há segredo e a Ele daremos contas de tudo (Ec 12.14). Com Ele, o jeitinho brasileiro não dá jeito.