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	<title>Veritatis Verbum</title>
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	<description>Pensamentos sobre a Palavra da Verdade</description>
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		<title>Veritatis Verbum</title>
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		<title>Santidade perdida e restaurada</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 18:58:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Rangel de C. Soares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[1.      Introdução O presente artigo pretende argumentar que Deus interviu para que a santidade do homem pudesse ser restaurada após a queda sem que sua própria santidade fosse comprometida. Para levar a termo esta pesquisa preliminar, se apresentam úteis as exposições de Gênesis 3 e Romanos 3.9-31. Por fim, é feita relação entre o processo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=veritatisverbum.wordpress.com&amp;blog=8105109&amp;post=164&amp;subd=veritatisverbum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;" align="center"><strong>1.      </strong><strong>Introdução</strong></p>
<div style="float:left;margin:5px;">
<div id="attachment_165" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://veritatisverbum.wordpress.com/2011/09/02/santidade-perdida-e-restaurada/9-coracao-puro/" rel="attachment wp-att-165"><img class="size-medium wp-image-165" title="Coração" src="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2011/09/9-corac3a7c3a3o-puro.jpg?w=300&#038;h=225" alt="Coração" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Coração santo</p></div>
</div>
<p>O presente artigo pretende argumentar que Deus interviu para que a santidade do homem pudesse ser restaurada após a queda sem que sua própria santidade fosse comprometida. Para levar a termo esta pesquisa preliminar, se apresentam úteis as exposições de Gênesis 3 e Romanos 3.9-31. Por fim, é feita relação entre o processo de restauração da santidade perdida devido ao pecado original a partir dos termos dos pactos das obras e da graça.<span id="more-164"></span></p>
<p><strong>2.      </strong><strong>A queda e suas consequências</strong></p>
<p>A fim de entender como Deus executa a restauração da santidade do homem, é preciso entender a extensão e as consequências da queda, identificando o dano causado à santidade original do ser humano. Para este propósito, se faz necessária uma breve exposição do relato Mosaico da queda:</p>
<blockquote><p><em>Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. Disse o SENHOR Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi. Então, o SENHOR Deus disse à serpente: Visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida. Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará. E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás. E deu o homem o nome de Eva a sua mulher, por ser a mãe de todos os seres humanos. Fez o SENHOR Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu. Então, disse o SENHOR Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal; assim, que não estenda a mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente. O SENHOR Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado. E, expulso o homem, colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida. (Gênesis 3)</em></p></blockquote>
<p>Pode-se identificar, nessa passagem, o surgimento de uma nova posição do homem quanto à santidade na qual ele fora criado. Ao terminar de criar o ser humano, o Senhor Deus conclui que sua obra era muito boa (Gn 1.31). O homem fora criado segundo a imagem de Deus e isto incluía a completa ausência do pecado. No entanto, um novo elemento surge neste quadro perfeito: o pecado. Para compreender como o pecado invade e destrói a santidade original do ser humano é necessária uma breve investigação de como se deu a queda de Adão e quais foram as suas consequências.</p>
<p><strong>2.1.  </strong><strong>Um atentado à santidade (Gênesis 3.1-5)</strong></p>
<p>O relato da queda se inicia com o diálogo entre a primeira mulher e a serpente, pintada como o “mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito” (Gn 3.1). À luz do Novo Testamento, entende-se que o próprio Satanás foi o tentador (Ap 12.9; 20.2). Utilizando-se de uma das boas criaturas de Deus, o diabo “<em>instilou sutilmente uma mentira e retratou a rebelião como um meio inteligente, mas no fundo inofensivo de preservar os interesses da humanidade</em>”<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftn2">[1]</a>.</p>
<p>A tentação de Satanás, na verdade se apresentou, em primeiro lugar, como um ataque à santidade do próprio Deus. Deus havia criado o homem e dito que sua obra era muito boa. Deus, sendo separado do mal, não mente. Dele somente procede a verdade. Satanás, no entanto, afirma que a raça humana fora criada com uma falha: a falta de conhecimento. Deus, ainda que afirmasse ser sua criatura excelente, mentia e assim, limitava as possibilidades humanas. Satanás, enquanto tenta, ataca a própria pessoa de Deus conforme deve ser entendida pelo homem. A serpente comete um atentado contra a veracidade de Deus.</p>
<p>Em segundo lugar, a tentação constituiu uma tentativa de destruição da santidade que Deus havia plantado originalmente no ser humano. Não apenas a veracidade de Deus é questionada, mas também a própria posição do homem em relação ao seu criador. A santidade original do homem envolvia tanto a separação deste do pecado quanto sua consagração para Deus. Ao incitar a rebelião na mulher, Satanás procura inverter esse quadro levando o homem a escolher ser separado de Deus e escravo do pecado. Ao propor igualdade com o Criador, a serpente propõe que o homem, na verdade, passe a ser o seu próprio deus.</p>
<p>O que Satanás faz é propor o pecado como alternativa superior ao propósito santo ao qual Deus havia destinado o homem. É preciso salientar, contudo, que não foi Satanás o autor do pecado original que contaminou toda a raça humana. Satanás sugeriu, mas foi o primeiro casal quem praticou o ato de desobediência, com consequências funestas para toda a raça humana.</p>
<p><strong>2.2.  </strong><strong>Perda da santidade (Gênesis 3.6-10)</strong></p>
<p>O texto prossegue narrando como o homem, caindo na tentação de Satanás, desobedeceu ao mandamento divino e, por conseguinte, perdeu sua santidade. Percebe-se que a visão da mulher muda. Antes, ela não parara para refletir sobre os atrativos do fruto proibido, mas agora ela olha para a árvore do conhecimento do bem e do mal e esta lhe parece “<em>boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento</em>” (Gn 3.6). A visão da mulher muda a partir da argumentação bem-sucedida de Satanás. A tentação externa ganha espaço nos desejos do coração da mulher, fazendo que a força decisiva para que a consumação do pecado seja interna. Ocorre a dinâmica descrita por Tiago em sua epístola: “<em>… cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.</em>” (Tg 1.14-15).</p>
<div style="float:right;margin:5px;">
<div id="attachment_166" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://veritatisverbum.wordpress.com/2011/09/02/santidade-perdida-e-restaurada/adao-e-eva/" rel="attachment wp-att-166"><img class="size-medium wp-image-166" title="Adão e Eva" src="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2011/09/adao-e-eva.jpg?w=300&#038;h=209" alt="Adão e Eva" width="300" height="209" /></a><p class="wp-caption-text">Adão e Eva</p></div>
</div>
<p>A partir daí, a queda é o próximo passo. A mulher come do fruto e o oferece ao seu marido que aceita e também come. Apesar de não estar narrado no texto, pode-se concluir que a mesma dinâmica interna ocorre em Adão também, levando-o ao pecado. E, imediatamente após a queda, o pecado já revela suas terríveis consequências. EM primeiro lugar aquilo que Deus criou para a sua própria glória e o desfrutar do homem passou a ser vergonhoso. No versículo 7 de Gênesis 3 pode-se observar como o homem passa se envergonhar da sua própria nudez, algo que antes não acontecia (Gn 2.25). O pecado deturpou a própria autoconsciência do homem. Uma vez que ele tornou-se pecador ele também se viu envergonhado.</p>
<p>A vergonha não foi a pior consequência da queda do homem. É observável a partir do versículo 8, que o homem se alienara de Deus. Deus o chama, mas ele foge temendo devido à sua nudez. Por escolha própria o homem se separou daquele que o criou para viver em santidade. Como lembra Charles Hodge, “<em>… se Adão houvesse continuado em santidade, teria desfrutado daquela vida que flui do favor divino</em>”<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftn3">[2]</a>, mas, uma vez que sua escolha foi por rejeitar sua própria santidade original, o homem passa a estar separado de Deus e destinado à morte.</p>
<p><strong>2.3.  </strong><strong>O estado do homem sem santidade</strong></p>
<p>A continuação do texto nos permite identificar o estado espiritual do homem alienado de Deus por consequência do pecado.</p>
<p><em>2.3.1.    </em><em>A corrupção do homem (Gênesis 3.11-13)</em></p>
<p>Em primeiro lugar, é perceptível que o ser humano perde a capacidade de ser honesto consigo mesmo. Ao ser inquirido por Deus sobre sua situação após a queda, Adão lança toda a culpa sobre a sua mulher. A mulher, por sua vez, culpa a serpente. Estas atitudes demonstram que o homem caído no pecado é incapaz de enxergar sua própria responsabilidade. A atitude de autojustificação é uma marca clara do homem pecaminoso. Ele precisa se provar justo a si mesmo, por isso, se cega à realidade do próprio pecado, negando-se a reconhecer o erro, diminuindo a gravidade de suas próprias ações ou culpando outros pelas suas transgressões. Este é o retrato mais claro do homem corrompido pelo pecado: Ele se torna alguém cego espiritualmente.</p>
<p><em>2.3.2.    </em><em>O juízo de Deus (Gênesis 3.16-19)</em></p>
<p>Outra clara consequência do pecado humano é retratada nos versículos 16 a 19 de Gênesis 3. O homem torna-se alvo do juízo de Deus. O Senhor profere palavras de condenação para a mulher e para o homem e esta condenação é extensiva ao restante da criação que também sofreria com o pecado humano.</p>
<p>Tudo isso é consequência do pecado e também expressão e confirmação da santidade de Deus manifesta pela aplicação da sua justiça sobre o pecador. Além de sofrer com sua própria corrupção, o homem também sofre com a aplicação da justiça de Deus contra o seu pecado.</p>
<p><strong>2.4.  </strong><strong>A esperança do homem sem santidade</strong></p>
<p>Apesar desta terrível situação do homem, a história da queda não deixa a humanidade sem esperança. Deus promete redenção e revela seu amor através da graça comum.</p>
<p><em>2.4.1.    </em><em>A promessa de vitória sobre o pecado (Gênesis 3.14-15)</em></p>
<p>A santidade do homem foi perdida devido ao pecado original. Deus, contudo, promete redenção. O versículo 15 é emblemático: “<em>Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar</em>.” A serpente, autora da tentação e também símbolo do próprio pecado que agora escraviza a humanidade, há de ser derrotada. O agente desta derrota será um descendente da mulher, ou seja, um ser humano. Tal promessa, expressa em termos de juízo contra o tentador, é um vislumbre do evangelho de Cristo Jesus, que apresenta um homem (que é também o próprio Deus) realizando a salvação dos homens através de sua vitória final contra o poder do pecado.</p>
<p><em>2.4.2.    </em><em>O amor de Deus manifesto pela graça comum (Gênesis 3.20-24)</em></p>
<p>Além da promessa da redenção final, Deus também provê para o homem um ambiente no qual ele pode usufruir, ainda que de forma limitada, do seu favor. A humanidade se multiplicaria como fruto da fertilidade de Adão e Eva, de forma que a mulher seria ainda sim mãe de toda a humanidade. Deus não retirou a vergonha consequente do pecado, mas providenciou roupas para eles. A morte, consequência direta do pecado, não se daria de modo instantâneo, mas o homem viveria de modo limitado, mesmo privado da árvore da vida<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftn4">[3]</a>.</p>
<p>Estas observações sobre o relato da queda devem servir para esclarecer como se deu a perda de santidade e também fornecer um deslumbre de esperança para a humanidade perdida. Esta esperança se confirmou em Jesus e sua obra salvadora em favor dos homens.</p>
<p><strong>3.      </strong><strong>A justificação como restauração da santidade do homem</strong></p>
<p>Na queda o homem perde a sua santidade. Assim, ele fica impedido de ser justo diante de Deus. Pelos padrões divinos nenhum homem pode ser considerado justo, a não ser um – Jesus Cristo (1 Jo 2.1). Sendo Cristo um homem perfeito e, ao mesmo tempo, um ser de dignidade infinita pôde ele satisfazer a justiça de Deus e também representar a humanidade como seu único redentor<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftn5">[4]</a>. Por esta redenção Cristo restaura a santidade outrora perdida. Para compreender esta restauração, o quadro da justificação pintado por Paulo em Romanos 3.9-31 mostra grande utilidade:</p>
<blockquote><p><em>Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos, há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos. </em></p>
<p><em>Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus, visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.</em></p>
<p><em>Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus. </em></p>
<p><em>Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé. Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei. É, porventura, Deus somente dos judeus? Não o é também dos gentios? Sim, também dos gentios, visto que Deus é um só, o qual justificará, por fé, o circunciso e, mediante a fé, o incircunciso. Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei.</em></p></blockquote>
<p>Nestes versículos, podem ser encontradas informações relevantes sobre o estado de impiedade do homem, sobre a intervenção salvadora de Deus e também a respeito da fé que é o instrumento pelo qual a salvação pode ser recebida e desenvolvida no homem.</p>
<p><strong>3.1.  </strong><strong>A impiedade do homem</strong></p>
<div style="float:left;margin:5px;">
<div id="attachment_167" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://veritatisverbum.wordpress.com/2011/09/02/santidade-perdida-e-restaurada/judge-handing-down-verdict/" rel="attachment wp-att-167"><img class="size-medium wp-image-167" title="Martelo" src="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2011/09/martelo_de_juiz.jpg?w=300&#038;h=300" alt="Martelo de Juiz" width="300" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Justiça de Deus</p></div>
</div>
<p>Paulo começa este trecho de onde Moisés terminou o relato da queda. Ele pinta um quadro no qual o homem está perdido, sem sua santidade original e sem esperança de reavê-la.</p>
<p><em>3.1.1.    </em><em>Sem santidade (Rm 3.9-18)</em></p>
<p>Paulo faz uma série de citações livres de trechos do Antigo testamento que afirmam a profunda corrupção da raça humana (Sl 14.1-3; 53.1-3; Ec 7.20;  Sl 5.9; Sl 140.3; Sl 10.7; Is 59.7-8; Sl 36.1). Ele introduz esta sequencia de citações destacando que todos, tanto gentios quanto judeus, estão debaixo desta situação de corrupção (Rm 3.9). O estado da humanidade é tal que ninguém pode ser considerado legalmente justo, do ponto de vista divino. Isto é comprovado pelo comportamento perverso e ímpio da humanidade. Tal comportamento não é prerrogativa dos piores pagãos (Rm 1.18-31), mas também está presente, ainda que de forma mais velada ou interna em gentios ou judeus (Rm 2.1-3.8). Esta ausência de justiça leva à impiedade. Sendo Deus perfeitamente santo, não é possível para ele conviver com seres pecadores. Por isso há, devido ao pecado, um afastamento mútuo. Deus, sendo justo, se afasta dos homens por não poder tolerar a injustiça. O homem se afasta de Deus por estar de tal forma aprisionado ao pecado que não pode ter pelo seu Criador qualquer amor, respeito ou submissão verdadeiros. Este quadro revela a total ausência de santidade na raça humana.</p>
<p><em>3.1.2.    </em><em>Sem esperança própria (Rm 3.19-20)</em></p>
<p>Além de estar desprovido de santidade o homem natural também está completamente impedido de adquiri-la por quaisquer meios. Ainda que a Lei seja a expressão da santidade de Deus, ela se mostra condenatória para os homens, uma vez que é impossível o seu cumprimento total. “<em>O pecado é a transgressão da lei</em>” (1 Jo 3.4) e “<em>qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos</em>” (Tg 2.10). Por isso Paulo pode afirmar categoricamente que todo o mundo é “<em>culpável perante Deus</em>” (Rm 3.19). Uma vez que é impossível ao homem cumprir a lei de Deus, a Lei passa a ser útil como instrumento de quebrantamento – “<em>pela lei</em> <em>vem o pleno conhecimento do pecado</em>” (Rm 3.20).</p>
<p><strong>3.2.  </strong><strong>A intervenção do Deus justo e justificador (Rm 3.21-26)</strong></p>
<p>Uma vez estabelecido o quadro de depravação da humanidade, Paulo passa a explicar como Deus age para justificar pecadores. A Epístola aos Romanos trata especificamente de como Deus revela e doa sua justiça enquanto trabalha pela salvação do seu povo (Rm 1.16-17). O capitulo 3 ganha importância crucial no argumento do apóstolo uma vez que enfatiza e resume o que Paulo está procurando desenvolver de forma mais ampla em toda a carta que Deus permanece sendo justo enquanto justifica pecadores (Rm 3.26). Isto pode ser observado pelo uso das palavras gregas ligadas à justiça e justificação. Δικαιοσύνη (subst. fem. <em>dikaiosynē</em>, lit.: “justiça”) aparece 5 vezes apenas no capítulo 3 de Romanos (34 ocorrências na carta toda). Δίκαιος (adj. <em>dikaios</em>, lit.: “justo”) é usada por Paulo 2 vezes neste capitulo e 7 vezes na epístola. O verbo δικαιόω (<em>dikaioō</em>, lit.: “eu justifico”) pode ser lido 6 vezes no capítulo 3 e 15 vezes em toda a epístola. No total, a raiz é empregada 56 vezes em Romanos e 13 vezes no capítulo 3. A justiça de Deus e a justificação do homem pecador é o fio condutor desta seção da carta.</p>
<p>Do ponto de vista teológico, a definição de Wayne Grudem parece se encaixar bem no que Paulo está procurando demonstrar: “<em>Justificação é um ato instantâneo e legal da parte de Deus pelo qual ele … considera os nossos pecados perdoados e a justiça de Cristo como pertencente a nós e … declara-nos justos à vista dele</em>”<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftn6">[5]</a>. Ou como John Stott comentou:</p>
<blockquote><p><em>A justiça de (ou que provém de) Deus é uma combinação entre três elementos: o caráter justo de Deus, a sua iniciativa salvadora e a sua dádiva, que consiste em conferir ao pecador a condição de justo perante ele. Trata-se de sua justificação justa do injusto, a maneira justa como ele “justifica o injusto”<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftn7"><sup><strong><sup>[6]</sup></strong></sup></a></em></p></blockquote>
<p>A seguinte objeção pode ser levantada: “Como Deus pode permanecer justo e ainda justificar pecadores?” Esta é uma questão relevante. Há uma relação entre a ação de justificar (expressa pelo verbo <em>dikaioō</em>) e a ação condenada pelo texto de Provérbios 17.15: “<em>O que justifica </em>[qyZæÐdücam prtcp. hifil masc. sing. de<em> </em>qadAc]<em> o perverso e o que condena o justo abomináveis são para o SENHOR, tanto um como o outro.</em>”. A sabedoria expressa neste versículo mostrar ser igualmente condenável inocentar o injusto e condenar o justo. Como Deus pode, então, justificar o pecador?</p>
<p>A resposta a esta objeção é dada por Paulo nestes versículos. O pecado humano não fica sem ser pago. Deus puniu justamente o pecado dos eleitos lançando-os todos sobre os ombros de Jesus, o sacrifício perfeito (Rm 3.25). Deus demonstrou sua justiça contra o pecado do homem, punindo-os em seu Filho. Jesus, tendo cumprido todas as exigências da Lei, pode assim oferecer, à parte das obras da lei e mediante a fé somente, verdadeira justiça, imputada por ele mesmo ao crente, pois aos homens seria impossível conquistá-la por seus próprios esforços. Deus não deixa de ser justo, pois pune as transgressões, porém considera todo aquele que crê em Cristo justo pelos méritos de seu Filho.</p>
<p><strong>3.3.  </strong><strong>Fé: chave para a santidade (Rm 3.27-31)</strong></p>
<p>Uma vez que a graça se manifesta totalmente separada de qualquer mérito ou ação humanos, Paulo destaca que não há base para qualquer orgulho. Tanto judeus quanto gentios estão debaixo do princípio que Paulo coloca de outra maneira em Efésios 2.8-9: “<em>Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus não de obras, para que ninguém se glorie</em>”. Uma vez que o único caminho possível para a salvação é a graça de Deus que pode ser recebida através da fé somente, ninguém pode se gloriar por ter conquistado a salvação, pois a mesma não se conquista apenas se recebe.</p>
<p>A fé anula a lei? Paulo diz que não. A fé confirma a Lei de maneira especial. A fé na verdade é parte da lei e, além disso, a fé é direcionada àquele que foi capaz de cumprir todas as obras da lei para que seus méritos nos fossem doados livremente. Uma vez que a fé salvadora aponta para Jesus, esta fé confirma que todas as prescrições da lei são derivadas de Deus e devem ser buscadas pelo crente como expressão da sua nova posição em Cristo. Conforme John Stott conclui, o que Paulo “<em>… quer dizer, e irá aprofundar mais tarde, é que os crentes justificados que vivem  de acordo com o Espírito satisfazem as justas exigências da lei ([Rm] 8.4; cf. 13.8,10)</em>”<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftn8">[7]</a>.<em></em></p>
<p><strong>4.      </strong><strong>A deturpação e restauração sob a ótica dos Pactos</strong></p>
<p>A sistematização teológica dos pactos de Deus são de grande ajuda para o entendimento da relação existente entre a queda e a justificação. No Éden, o homem desfrutava de perfeita santidade. Ao ser justificado, o homem desfruta, do ponto de vista posicional, de perfeita santidade. Isto não significa dizer que o crente não peca, mas que ele já possui por direito a sua perfeita santificação e deve buscar expressar este direito adquirido por Jesus através de um caráter cada vez mais conformado ao de Cristo (Rm 8.29; 2 Co 3.18).</p>
<p>Sobre o estado original do homem Charles Hodge aponta o seguinte: “<em>Havendo Deus criado o homem segundo sua imagem, em conhecimento, justiça e santidade, firmou com ele uma pacto de vida, sob condição de perfeita obediência, proibindo-o de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, sob pena de morte</em>”<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftn9">[8]</a>. Deus criou o homem em perfeita santidade, porém a permanência nesta posição dependeria da permanência em perfeita santidade. A santidade fora plantada por Deus no homem, mas sua manutenção estava condicionada à obediência ao mandamento de Deus. Chama-se de pacto (ou aliança) das obras o contrato firmado por Deus, envolvendo também o homem, no qual a condição era a obediência e a punição pela desobediência era a morte. Adão, portanto, tinha o poder de escolher entre o bem e o mal moral. Como a Confissão de Fé de Westminster (CFW) coloca: “<em>O homem, em seu estado de inocência, tinha a liberdade e o poder de querer e fazer aquilo que é bom e agradável a Deus, mas mudavelmente, de sorte que pudesse decair dessa liberdade e poder</em>”<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftn10">[9]</a>.</p>
<p>Uma vez que Adão cometeu o pecado original, toda a raça tem sobre si o pecado imputado (ou culpa herdada) e também a natureza (ou inclinação) pecaminosa. Tais consequências incapacitam todos os seres humanos à santidade. Nas palavras da CFW:</p>
<blockquote><p><em>O homem, caindo em um estado de pecado, perdeu totalmente todo o poder de vontade quanto a qualquer bem espiritual que acompanhe a salvação, de sorte que um homem natural, inteiramente adverso a esse bem e morto no pecado, é incapaz de, pelo seu próprio poder, converter-se ou mesmo preparar-se para isso.<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftn11"><sup><strong><sup>[10]</sup></strong></sup></a></em><em></em></p></blockquote>
<p>Consequentemente, no que depende da capacidade humana, todos estão condenados a permanecerem alienados de Deus e à aplicação de sua ira justa.</p>
<p>No entanto, Deus providenciou, também de modo pactual, a remissão dos pecados. Tal pacto não mais poderia envolver a iniciativa humana, uma vez que, em Adão, toda a raça fracassara. Nesta nova aliança, Deus age em favor dos homens sem exigir nada deles, por isso, este novo contrato é conhecido como Pacto da Graça. Novamente Deus e os homens são as partes do contrato, porém, ao invés da obediência a condição desta aliança é a fé em Cristo Jesus. Àqueles que tem fé é garantida a vida eterna e o perdão dos pecados, sem as exigências da lei. Tratando dos pactos de Deus como o homem a CFW afirma:</p>
<blockquote><p><em>O homem, tendo-se tornado pela sua queda incapaz de vida por esse pacto, o Senhor dignou-se fazer um segundo pacto, geralmente chamado o pacto da graça; nesse pacto ele livremente oferece aos pecadores a vida e a salvação por Jesus Cristo, exigindo deles a fé nele para que sejam salvos; e prometendo dar a todos os que estão ordenados para a vida o seu Santo Espírito, para dispô-los e habilitá-los a crer.<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftn12"><strong>[11]</strong></a></em></p></blockquote>
<p>Tanto o pacto da graça quanto o das obras estão presentes e vigorando em toda a história da redenção (Lv 18.5), ainda que seja impossível ao homem cumprir as normas do pacto das obras. “<em>As Escrituras nada sabem de algum outro além de dois métodos de obter vida eterna: aquele que demanda perfeita obediência e aquele que demanda fé”</em><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftn13">[12]</a><em>.</em></p>
<div style="float:right;margin:5px;">
<div id="attachment_168" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2011/09/santidade.jpg"><img class="size-medium wp-image-168" title="Santidade" src="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2011/09/santidade.jpg?w=300&#038;h=224" alt="Santidade" width="300" height="224" /></a><p class="wp-caption-text">Santidade</p></div>
</div>
<p>Uma vez que o pecador se encontra debaixo do pacto da graça, ele declarado santo (separado para Deus) e possibilitado a viver e buscar a santidade progressiva, ou seja, a conformação gradual ao caráter de Jesus. Ainda mencionando os cânones de Westminster, podemos ter como correta a seguinte afirmação:</p>
<blockquote><p><em>Quando Deus converte um pecador e o transfere para o estado de graça, ele o liberta da sua natural escravidão ao pecado e, somente pela sua graça, o habilita a querer e fazer com toda a liberdade o que é espiritualmente bom, mas isso de tal modo que, por causa da corrupção, ainda nele existente, o pecador não faz o bem perfeitamente, nem deseja somente o que é bom, mas também o que é mau.<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftn14"><strong>[13]</strong></a></em></p></blockquote>
<p>Deus possibilita, então a restauração do estado decorrente do descumprimento da aliança das obras através do termos do pacto da graça no qual toda a obra é realizado por Deus. Uma vez incluído na graça de Deus, o crente é capacitado a novamente escolher o bem. Deve ser esta a busca incessante de todos os que creram em Jesus, uma vez que para a santificação é que foram salvos (Ef 1.4; Rm 8.29; Ef 2.10).</p>
<p><strong>5.      </strong><strong>Considerações finais</strong></p>
<p>Este estudo procurou demonstrar que Deus interviu para que a santidade do homem pudesse ser restaurada após a queda sem que sua própria santidade fosse comprometida. Isto é observável através do relato da queda, no qual o homem outrora santo torna-se pecador e sofre sobre si todas as consequências deste novo estado. Também é clara a atuação justa de Deus em agir ativamente pela redenção da humanidade, punindo em seu Filho o pecado dos homens. Por fim, procurou-se estabelecer, a partir da perspectiva pactual, um fio condutor que permitisse compreender como a santidade do homem foi restaurada através da ação soberana de Deus, destacando-se os efeitos do processo queda-redenção na santidade posicional do homem e na expressão gradual desta.</p>
<p>Tal compreensão deve servir não apenas para uma melhor compreensão acadêmica do assunto, mas também como estímulo ao povo redimido por Jesus à uma nova vida expressa no cotidiano. A grandeza da intervenção divina na história destinada à desgraça do homem deve motivar os crentes à busca sincera e grata por santidade prática e ativa, abandonando-se tanto o antinomismo quanto o legalismo que acabam por menosprezar a graça de Deus na experiência do cristão.</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
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<hr align="left" size="1" width="33%" />
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftnref2">[1]</a> BÍBLIA de estudo NVI: nova versão internacional. São Paulo: Vida, 2003. p. 10.</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftnref3">[2]</a> HODGE, Charles. <strong>Teologia Sistemática</strong>. São Paulo: Hagnos, 2001. p. 572.</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftnref4">[3]</a> Pode-se perguntar qual é o significado da árvore da vida. Alguns podem pensar que ela se refere de modo tipológico a Jesus. Esta parece ser uma interpretação pouco provável do texto de Gênesis, pois as demais menções à arvore da vida não a relacionam a Jesus, mas sim a vida eterna em si. Em Apocalipse 2.7 a árvore da vida é colocada com uma benção decorrente da salvação e não como agente da salvação (cf. Ap 2.11, 17, 26-28; 3.5, 12, 21). Isto pode ser percebido de maneira ainda mais clara no capítulo 22 de Apocalipse no qual a árvore da vida aparece em clara distinção a Jesus (vv. 2, 14, 19 e contexto).</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftnref5">[4]</a> Anselmo de Cantuária (1033-1109 a.D.) expressou muito bem este argumento em seu livro <em>Cur Deus Homo</em> a partir de uma ótica racional. Pode-se resumir assim a tese de Anselmo: Sendo o homem o autor do pecado, a pena do pecado deve ser cumprida por um homem. Porém, a punição da ofensa deve ser proporcional à dignidade do ofendido, por isso somente um ser de dignidade infinita poderia pagar o preço do pecado humano. Logo, apenas Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiros homem poderia pagar pelo pecado do homem, por ser, simultaneamente, humano e divino, representante de sua raça e também ser de dignidade infinita.<em></em></p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftnref6">[5]</a> GRUDEM, Wayne A. <strong>Teologia Sistemática</strong>. São Paulo: Vida Nova, 1999. p.604.</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftnref7">[6]</a> STOTT, John R. W. <strong>A mensagem de Romanos</strong>. São Paulo: ABU Ed., 2000. p. 124.</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftnref8">[7]</a> STOTT, John R. W. <em>Op. Cit.</em> p. 139.</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftnref9">[8]</a> HODGE, Charles. <em>Op. Cit.</em> p. 571.</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftnref10">[9]</a> CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER (1647). IX. II. Disponível em <a href="http://www.luz.eti.br/do_%20confissaode%20westminster1647.html">http://www.luz.eti.br/do_ confissaode westminster1647.html</a>. Acesso em 23/08/2011.</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftnref11">[10]</a> CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER (1647). IX III. Disponível em <a href="http://www.luz.eti.br/do_%20confissaode%20westminster1647.html">http://www.luz.eti.br/do_ confissaode westminster1647.html</a>. Acesso em 23/08/2011.</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftnref12">[11]</a> CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER (1647). VII III. Disponível em <a href="http://www.luz.eti.br/do_%20confissaode%20westminster1647.html">http://www.luz.eti.br/do_ confissaode westminster1647.html</a>. Acesso em 23/08/2011.</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftnref13">[12]</a> CHARLES, Hodge. <em>Op. Cit.</em> p. 571.</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20deturpa%C3%A7%C3%A3o%20e%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20da%20santidade%20do%20homem.docx#_ftnref14">[13]</a> CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER (1647). IX IV. Disponível em <a href="http://www.luz.eti.br/do_%20confissaode%20westminster1647.html">http://www.luz.eti.br/do_ confissaode westminster1647.html</a>. Acesso em 23/08/2011.</p>
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<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/veritatisverbum.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/veritatisverbum.wordpress.com/164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/veritatisverbum.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/veritatisverbum.wordpress.com/164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/veritatisverbum.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/veritatisverbum.wordpress.com/164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/veritatisverbum.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/veritatisverbum.wordpress.com/164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/veritatisverbum.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/veritatisverbum.wordpress.com/164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/veritatisverbum.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/veritatisverbum.wordpress.com/164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/veritatisverbum.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/veritatisverbum.wordpress.com/164/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=veritatisverbum.wordpress.com&amp;blog=8105109&amp;post=164&amp;subd=veritatisverbum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Lei e santidade</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 18:35:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Rangel de C. Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Cristo]]></category>
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		<description><![CDATA[1.      Introdução O objetivo do presente artigo é demonstrar que, do ponto de vista moral, a lei continua em vigor uma vez que ela expressa a santidade de Deus. Este tema reveste-se de grande relevância frente a dois extremos perigosos que se levantam contra a verdadeira santificação bíblica: o legalismo e o antinomismo. Deus ordena [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=veritatisverbum.wordpress.com&amp;blog=8105109&amp;post=156&amp;subd=veritatisverbum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p style="text-align:left;" align="center"><strong>1.      </strong><strong>Introdução</strong></p>
<div style="float:left;margin:5px;">
<div id="attachment_157" class="wp-caption aligncenter" style="width: 192px"><a href="http://veritatisverbum.wordpress.com/2011/09/02/lei-e-santidade/rembrandt-tabuas-da-lei/" rel="attachment wp-att-157"><img class="size-medium wp-image-157 " title="Tábuas da Lei" src="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2011/09/rembrandt-tabuas-da-lei.jpg?w=182&#038;h=240" alt="Moisés e a Lei" width="182" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Moisés e a Lei</p></div>
</div>
<p>O objetivo do presente artigo é demonstrar que, do ponto de vista moral, a lei continua em vigor uma vez que ela expressa a santidade de Deus. Este tema reveste-se de grande relevância frente a dois extremos perigosos que se levantam contra a verdadeira santificação bíblica: o legalismo e o antinomismo. Deus ordena a seus povo: “<em>Sede santos, porque eu sou santo</em>” (1 Pe 1.16). Como esta ordem vétero-testamentaria, citada pelo apóstolo Pedro no contexto da nova aliança, pode ser efetivamente cumprida? Na lei, o povo de Deus pode encontrar maneiras ao mesmo tempo profundas e práticas de conhecer a santidade de Deus e imitá-la, no poder do Espírito Santo, desde que não se esqueça das palavras do apóstolo Paulo: “<em>Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela se utiliza de modo legítimo</em>” (1 Tm 1.8).<span id="more-156"></span></p>
<p><strong>2.      </strong><strong>O que é a lei?</strong><br />
Em primeiro lugar, é necessária a correta compreensão do que a lei é. No Antigo Testamento, “lei” traduz principalmente o termo hArôGt (<em>tôrâ</em>) que pode significar “<em>instrução, ditame, decisão; prescrição, norma, preceito, rito; lei</em>”<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20CONCEP%C3%87%C3%83O%20DA%20SANTIDADE%20EXPRESSA%20A%20PARTIR%20DA%20LEI.docx#_ftn2">[1]</a>. No Novo Testamento, a palavra comum para lei é νόμος (<em>nomos</em>) “<em>algo estabelecido, algo recebido pelo uso, um costume, uso, lei… No N.T. uma ordem, lei</em>”<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20CONCEP%C3%87%C3%83O%20DA%20SANTIDADE%20EXPRESSA%20A%20PARTIR%20DA%20LEI.docx#_ftn3">[2]</a>.</p>
<p>Do ponto de vista teológico, é possível identificar os seguintes usos no Novo Testamento: uma lei qualquer, uma referência especial à Lei de Moisés, uma referência à religião cristã (<em>e.g.</em> Rm 3.27) e uma metonímia para todo Antigo Testamento.</p>
<p><strong>3.      </strong><strong>A lei e o caráter de Deus</strong><br />
Uma vez posto panoramicamente os usos da palavra lei na Bíblia, é necessária uma breve correlação da lei do Antigo Testamento com o próprio caráter de Deus.</p>
<p>Em Êxodo 13:9, lê-se: “<em>E será como sinal na tua mão e por memorial entre teus olhos; para que a lei do SENHOR esteja na tua boca; pois com mão forte o SENHOR te tirou do Egito</em>”. A exortação presente neste texto lembra não apenas a quem a lei pertence, mas também de quem ela provém. A cadeia de construto hÃwhÌy tÞrôGt (<em>tôra</em><em>ṯ</em><em> YHWH, “a lei do SENHOR”</em>), pode trazer tanto o sentido de posse quanto o de origem. A Lei se origina em YHWH, por isso ela deve ser guardada e proclamada.</p>
<p>Além de procedente de Deus, a lei é fruto de uma vontade expressa de Deus para o homem. Números 19:2 coloca desta maneira: “<em>Esta é uma prescrição da lei que o SENHOR ordenou, dizendo: Dize aos filhos de Israel que vos tragam uma novilha vermelha, perfeita, sem defeito, que não tenha ainda levado jugo</em>”. É notável que, neste versículo, a lei é objeto da ordem divina (hÃFwic 3ª pessoa masc. perf. do Piel de hwc, <em>“ordenou”</em>). A lei não apenas provém de Deus de qualquer modo ou por qualquer razão, mas expressa a vontade do próprio Deus, uma vez que toda ordem é pronunciada com o objetivo claro de ser cumprida.</p>
<p>Em Deuteronômio 31:12, é possível identificar um paralelo entre temer ao Senhor e cuidar de cumprir todas as palavras da lei. E 2 Crônicas 6:16 relaciona andar na lei e andar diante de Deus. O Salmista atribui à Lei alguns atributos divinos (Sl 19:7) e o autor do Salmo 119 apela para a Lei enquanto clama pela intervenção de Deus contra os iníquos (Sl 119.126).</p>
<p><strong>4.      </strong><strong>A lei e o evangelho</strong><br />
A lei foi dada como expressão do caráter do próprio Deus. Porém, há, no Novo Testamento, uma tensão aparente entre a lei e o evangelho. Romanos 10:4 é um texto emblemático: “<em>Porque o fim da lei é Cristo, para a justificação de todo o que crê</em>”<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20CONCEP%C3%87%C3%83O%20DA%20SANTIDADE%20EXPRESSA%20A%20PARTIR%20DA%20LEI.docx#_ftn4">[3]</a>. A leitura destas palavras suscita a seguinte questão: O evangelho anula a lei?</p>
<p>Dependendo da resposta a esta pergunta, três posições distintas se levantam e precisam ser analisadas. O primeiro posicionamento é o legalismo que procura solucionar esta questão enfatizando a lei em detrimento da graça. Em outro extremo estão os antinomistas que priorizam o perdão prometido no evangelho negligenciando a importância de se obedecer a lei.</p>
<p>Jesus parece dar uma terceira opção a estes dois extremos mostrando que ele mesmo que não é inimigo da lei, antes o único que é capaz de cumprir a lei eterna de Deus: “<em>Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.</em>” (Mt 5.17-18).</p>
<div style="float:right;margin:5px;">
<div id="attachment_176" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://veritatisverbum.wordpress.com/2011/09/02/lei-e-santidade/heartcomocoraonamo/" rel="attachment wp-att-176"><img class="size-medium wp-image-176" title="Novo Coração" src="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2011/09/heartcomocoraonamo.jpg?w=300&#038;h=247" alt="Novo Coração" width="300" height="247" /></a><p class="wp-caption-text">Novo Coração</p></div></div>
<p>Jesus, o centro do evangelho, exalta a lei, pois ele mesmo ensinou a lei (Mt 7.12; 22.36-40) e viveu sob a lei. Cristo cumpriu a lei em lugar dos eleitos para que a justiça lhes pudesse ser imputada. No entanto, ainda que a salvação seja dada de graça ela produz pessoas destinadas à santidade (Ef 1.4; 2.10; Rm 8.29). E o cumprimento da lei, ainda que imperfeito, é consequência direta desta santificação prática e constante na vida do crente (1 Jo 2.4-6). Logo, o evangelho é o correto ponto de equilíbrio entre os extremos do legalismo e do antinomismo.</p>
<p>O quadro abaixo procura sintetizar em termos práticos como as três visões apresentadas acima acabam por interagir com as doutrinas ligadas à santificação progressiva do crente.</p>
<div align="center">
<table width="102%" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="18%"></td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center"><strong><em>Legalismo</em></strong><em></em></p>
</td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center"><strong><em>Evangelho</em></strong><em></em></p>
</td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center"><strong><em>Antinomismo</em></strong><em></em></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="18%"><strong><em>Salvação </em></strong></td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center">Autojustificação</p>
</td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center">Justificação</p>
</td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center">Graça barata</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="18%"><strong><em>Graça </em></strong></td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center">Pouco valor</p>
</td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center">Todo valor</p>
</td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center">Pouco valor</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="18%"><strong><em>Lei </em></strong></td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center">Normas que tem de ser cumpridas para a salvação</p>
</td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center">Normas que devem ser cumpridas por amor a Deus</p>
</td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center">Normas que não tem mais valor algum</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="18%"><strong><em>Deus </em></strong></td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center">Legislador</p>
</td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center">Justo e misericordioso</p>
</td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center">Somente misericordioso</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="18%"><strong><em>Jesus </em></strong></td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center">Modelo</p>
</td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center">Salvador e  Senhor</p>
</td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center">Somente Salvador</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="18%"><strong><em>Espírito Santo </em></strong></td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center">Apenas Ensina</p>
</td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center">Sela, Ensina e Santifica</p>
</td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center">Sela</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="18%"><strong><em>Bíblia e Hermenêutica </em></strong></td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center">Centro é a Lei</p>
</td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center">Centro é o evangelho</p>
</td>
<td valign="top" width="27%">
<p align="center">Centro é a felicidade humana</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p><strong>5.      </strong><strong>A utilidade da lei para o processo de santificação</strong><br />
Por fim, vale tratar de como a lei contribui para o processo de santificação do homem. Em primeiro lugar, a lei gera consciência de pecado e a consequente busca pela graça que supera em muito o poder do pecado não apenas para condenar, mas também para escravizar o homem. Paulo trata disso em Romanos 5:20-21: “<em>Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor</em>”.</p>
<p>Uma vez que apenas a graça de Deus é suficiente para salvar o pecador, a fé, único meio pelo qual a salvação é administrada, passa a ser o elemento através do qual a lei pode ser verdadeiramente praticada. Já que a esperança de justificação pela lei é vã, apenas pela fé o homem pode cumprir os preceitos da lei, pois, não tendo sobre si a condenação da lei (Rm 8.1), recebe de Cristo o poder e a liberdade de reatar o seu relacionamento com Deus e assim imitar seu caráter santo conforme revelado na lei. Por esta razão a Escritura pode afirmar: “<em>Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei&#8230; Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei.</em>” (Rm 3.28,31).</p>
<p>A consciência de que, pela graça de Deus, o cristão pode desfrutar de total liberdade da condenação da lei não apenas permite obediência à lei, como também impele a isso. “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça. E daí? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça? De modo nenhum!” (Rm 6.14-15). Estar debaixo da graça é a única verdadeira para o cumprimento da lei. Debaixo da graça, há santificação real. Fora dela, apenas hipocrisia.</p>
<p><strong>6.      </strong><strong>Considerações finais</strong><br />
A fim de demonstrar que, do ponto de vista moral, a lei continua em vigor uma vez que ela expressa a santidade de Deus, este artigo procurou, de forma sucinta, apresentar o que a lei é, como ela expressa o caráter de Deus, qual sua relação com o evangelho e sua utilidade para o processo de santificação.</p>
<p>Ainda que fruto de uma pesquisa preliminar, as seguintes conclusões puderam ser tiradas:</p>
<ul>
<li>Na Lei encontramos uma expressão do caráter de Deus.</li>
<li>Na Lei encontramos referências éticas claras.</li>
<li>Na Lei encontramos o evangelho, pois ao não conseguir cumprir a lei, lembramos que Cristo a cumpriu em nosso lugar.</li>
<li>Na Lei, interpretada a luz do evangelho, encontramos liberdade para viver à parte do pecado.</li>
</ul>
<p>Pensando-se nas implicações deste estudo, uma reflexão se mostra especialmente útil: Debaixo da graça, há santificação real. Fora dela, apenas hipocrisia. Lembrar-se disto pode ajudar a igreja a escapar dos extremos do legalismo e do antinomismo, enquanto aplica de maneira correta a lei de Deus à sua própria vida com vistas ao seu propósito maior de revelar o caráter de Deus a este mundo perdido.</p>
<blockquote><p><em>Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade. Fazei tudo sem murmurações nem contendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo, preservando a palavra da vida, para que, no Dia de Cristo, eu me glorie de que não corri em vão, nem me esforcei inutilmente. (Fp 2.13-16)</em></p></blockquote>
<p><strong><br />
</strong></p>
<div>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20CONCEP%C3%87%C3%83O%20DA%20SANTIDADE%20EXPRESSA%20A%20PARTIR%20DA%20LEI.docx#_ftnref2">[1]</a> SCHOKEL, Luis Alonso. <strong>Dicionário bíblico hebraico-português</strong>. São Paulo: Paulus, 1997. p. 700.</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20CONCEP%C3%87%C3%83O%20DA%20SANTIDADE%20EXPRESSA%20A%20PARTIR%20DA%20LEI.docx#_ftnref3">[2]</a> THAYER, Joseph Henry. <strong>A Greek-English lexicon of the New Testament</strong>. Grand Rapids, Michigan: Baker Book  House, 1977. p. 427.</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/ST%202011/A%20CONCEP%C3%87%C3%83O%20DA%20SANTIDADE%20EXPRESSA%20A%20PARTIR%20DA%20LEI.docx#_ftnref4">[3]</a> A palavra grega traduzida em Romanos 10.4 por “fim” (τέλος) pode significar tanto finalidade, quanto término. Segundo John Stott este segundo sentido é mais adequando ao texto em questão (STOTT, John R. W. <strong>A mensagem de Romanos</strong>. São Paulo: ABU Ed., 2000. p. 341).</p>
</div>
</div>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/veritatisverbum.wordpress.com/156/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/veritatisverbum.wordpress.com/156/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/veritatisverbum.wordpress.com/156/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/veritatisverbum.wordpress.com/156/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/veritatisverbum.wordpress.com/156/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/veritatisverbum.wordpress.com/156/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/veritatisverbum.wordpress.com/156/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/veritatisverbum.wordpress.com/156/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/veritatisverbum.wordpress.com/156/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/veritatisverbum.wordpress.com/156/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/veritatisverbum.wordpress.com/156/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/veritatisverbum.wordpress.com/156/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/veritatisverbum.wordpress.com/156/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/veritatisverbum.wordpress.com/156/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=veritatisverbum.wordpress.com&amp;blog=8105109&amp;post=156&amp;subd=veritatisverbum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Tábuas da Lei</media:title>
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			<media:title type="html">Novo Coração</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Quem somos nós?</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Aug 2011 17:04:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Rangel de C. Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelismo]]></category>
		<category><![CDATA[Salvação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://veritatisverbum.wordpress.com/?p=151</guid>
		<description><![CDATA[Quem é você? Hum… Uma pergunta tão curta quanto essa não é tão simples de responder quanto parece! Por que é tão difícil responder a esta pergunta?! Responder quem nós somos com alguma profundidade é um pouco difícil, mas não é impossível. Requer esforço, reflexão e consulta ao nosso “manual do fabricante” – a Bíblia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=veritatisverbum.wordpress.com&amp;blog=8105109&amp;post=151&amp;subd=veritatisverbum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem é você? Hum… Uma pergunta tão curta quanto essa não é tão simples de responder quanto parece! Por que é tão difícil responder a esta pergunta?! Responder quem nós somos com alguma profundidade é um pouco difícil, mas não é impossível. Requer esforço, reflexão e consulta ao nosso “manual do fabricante” – a Bíblia Sagrada. Para saber <em>o que nós queremos ser</em> no futuro, precisamos começar respondendo <em>o que nós somos</em>. Para isso devemos nos voltar para a Bíblia e perguntar a ela quem nós somos como igreja de Deus. Escrevendo a cristãos da “diáspora” (1 Pe 1.1: NVI: “peregrinos dispersos”, ARA: “Dispersão”), o apóstolo Pedro resume muito bem o que a igreja é:<span id="more-151"></span></p>
<blockquote><p><em>Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Antes vocês nem sequer eram povo, mas agora são povo de Deus; não haviam recebido misericórdia, mas agora a receberam. (1 Pedro 2.9-10 nvi)</em></p></blockquote>
<ul>
<li><strong>O que a igreja é?</strong></li>
</ul>
<p>A primeira característica notável da igreja é que nós somos um grupo de pessoas distinto de outro. O texto começa com “<em>vocês, porém</em>”, expressando um contraste da comunidade que ele passa a descrever – o Povo de Deus, das pessoas que ele acabou de descrever – os ímpios. Como são os ímpios? São pessoas que rejeitaram Jesus, a Pedra Angular, desobedecendo a Sua mensagem (1 Pe 2.4,7-8). Nós, portanto somos aqueles que, pela graça de Deus, nos aproximamos de Jesus através da fé.</p>
<p>Esta fé salvadora (Ef 2.8-10) faz com que sejamos reunidos em um povo especial que é descrito aqui como sendo “<em>geração eleita” (“raça eleita”, conforme a ARA, é uma tradução melhor), “sacerdócio real”, “nação santa”, “povo exclusivo de Deus”</em>. O que estes termos nos ensinam sobre quem nós somos? Em primeiro lugar, precisamos entender que Deus nos fez uma comunidade. Não poderemos compreender corretamente o que a igreja é se perdermos de vista seu caráter comunitário. Somos um grupo e cada um de nós precisa entender que Deus nos fez assim para que nossa caminhada seja possível. Precisamos da igreja para viver a vida cristã.</p>
<div style="float:right;">
<div id="attachment_486" class="wp-caption alignnone" style="width: 272px"><img class="size-full wp-image-486  " title="Adoração" src="http://iecitajuba.com.br/wp-content/uploads/2011/08/Worship.jpg" alt="Adoração" width="262" height="187" /><p class="wp-caption-text">Temos um relacionamento especial com Deus!</p></div>
</div>
<p>Além disso, Ênio R. Mueller aponta em seu comentário<a title="MUELLER, Ênio R. I Pedro: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova; Mundo Cristão, 1988. p. 136." href="#1">[1]</a> que os quatro adjetivos usados em relação à igreja explicitam como deve ser a nossa relação com Deus e como o mundo. Em relação a Deus a igreja deve ser “<em>raça eleita”</em> e “<em>povo exclusivo”</em>, ou como a Tradução Brasileira coloca, somos “<em>o povo todo seu</em>”. Ele nos escolheu para sermos seu povo e sua propriedade.</p>
<p>Além disso, Deus nos faz seu povo para que tenhamos um papel a desempenhar no mundo. Por isso, somos também “<em>sacerdócio real</em>” e “<em>nação santa</em>”. Estes termos expressam uma tensão interessante que a igreja deve viver. Nós devemos viver de maneira santa, separada do mal e consagrada a Deus. Ao mesmo tempo devemos agir como os sacerdotes que sujava suas vestes no sangue que era derramado como consequência do pecado – todo sacerdote se suja por causa do pecado dos outros. Como ser separado do pecado se a todo o momento estamos em contato com o sistema pecaminoso do mundo? Jesus nos ordena: “<em>Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus</em>&#8221; (Mt 5.16) e Paulo nos diz: <em>“Façam tudo sem queixas nem discussões, para que venham a tornar-se puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no universo, retendo firmemente a palavra da vida.”</em> (Fp 2.14-16a). Ser sacerdote significa também ser representante de Deus diante dos homens<a title="BÍBLIA de estudo NVI. São Paulo: Editora Vida, 2003. p. 2129." href="#2">[2]</a>. Somos sacerdotes que exibem a luz de Deus através de uma vida santa. Não podemos nos desviar nem para o legalismo asceta nem para a libertinagem, mas, como pecadores redimidos, precisamos exibir a graça de Deus aos que perecem.</p>
<p>O que a igreja é? A Bíblia nos diz: <em>Um povo diferente e especial que foi escolhido e adquirido por Deus para um testemunho ativo e santo diante do mundo</em>.</p>
<ul>
<li><strong>O que a igreja faz?</strong></li>
</ul>
<p>A primeira parte do texto de Pedro que estamos estudando nos ensina que somos “<em>geração eleita”, “sacerdócio real”, “nação santa”, “povo exclusivo de Deus”</em>. Apenas isto já seria o bastante para nos conscientizar da grandiosidade de nossa missão. Mas o texto continua, nos mostrando que somos um povo especial que recebeu uma tarefa: “<em>anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.</em></p>
<div style="float:left;">
<div id="attachment_487" class="wp-caption alignnone" style="width: 319px"><img class="size-full wp-image-487 " title="Megafone" src="http://iecitajuba.com.br/wp-content/uploads/2011/08/MEGAFONE.jpg" alt="Megafone" width="309" height="208" /><p class="wp-caption-text">Somo igreja para proclamar!</p></div>
</div>
<p><em></em>Tão grande transformação – fazer com que mortos espirituais se tornem povo especial de Deus – não poderia ser realizada por qualquer ser. Apenas o Todo-Poderoso, Santo, Justo, Soberano, Sábio, Misericordioso, Gracioso e Amoroso Deus poderia fazer isso. Por isso, precisamos fazer com que Suas virtudes, seu caráter, seu ser sejam conhecidos em toda a terra! Ele fez tudo por nós, seria pedir muito que escravos feitos livres divulgassem a notícia de que há um libertador? Esse é o papel da igreja: refletir o caráter de Deus para que mais pessoas conheçam a Ele e sejam reunidos ao povo dele para prosseguir revelando ao mundo “<em>as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.</em> É isso que a igreja faz!<em></em></p>
<ul>
<li><strong>Porque eu preciso levar isso a sério?</strong></li>
</ul>
<p>O último versículo desta passagem é notável! Pedro tem como base o texto de Oséias 2.23: “<em>Eu a plantarei para mim mesmo na terra; tratarei com amor aquela que chamei Não amada. Direi àquele chamado ‘Não-meu-povo’: Você é meu povo; e ele dirá: ‘Tu és o meu Deus’.”</em> O profeta Oséias é chamado a ilustrar com sua própria família o que Deus estava vendo na nação de Israel. Ele, então, recebe a ordem de se casar com uma mulher adúltera, chamada Gômer e ela dá a luz três filhos. O primeiro recebe o nome de Jezreel (“Deus espalha”), em alusão ao juízo de Deus para com a dinastia de Jeú, rei de Israel (Os 1.4). A segunda filha é chamada de Lo-Ruama (“não amada”), em referência ao juízo de Deus para com Israel (Os 1.6). O terceiro a nascer foi chamado de Lo-Ami (“não meu povo”), símbolo da insatisfação de Deus para com Israel. O que tudo isso tem a ver com a igreja? Os nomes dos filhos de Oséias representam a realidade futura de Israel diante de Deus, o Senhor os abandonaria e eles não mais receberiam as bênçãos de ser povo de Deus. Porém, a despeito de sua ira justa, Deus promete redenção. Ele diz “…<em>tratarei com amor aquela que chamei Não amada. Direi àquele chamado ‘Não-meu-povo’: Você é meu povo; e ele dirá: ‘Tu és o meu Deus’.”</em> (Os 2.23b). Pedro aplica essa promessa aos seus leitores originais e a nós também: <em>“Antes vocês nem sequer eram povo, mas agora são povo de Deus; não haviam recebido misericórdia, mas agora a receberam.”</em>(1 Pedro 2.10). Saber disso deveria fazer com que levássemos muito a sério a nossa posição e a nossa missão como Igreja de Deus!</p>
<p>Tudo isso deveria nos levar a reconhecer que cada um de nós que é crente no Senhor Jesus é…</p>
<div style="float:right;">
<div id="attachment_488" class="wp-caption alignnone" style="width: 382px"><img class="size-full wp-image-488 " title="seja-igreja" src="http://iecitajuba.com.br/wp-content/uploads/2011/08/seja-igreja.jpg" alt="Seja Igreja!" width="372" height="233" /><p class="wp-caption-text">Não vá à igreja, seja a igreja!</p></div>
</div>
<p>… Alguém que faz parte do povo especial de Deus.</p>
<p>… Alguém que precisa se integrar nesse povo.</p>
<p>… Alguém que prega o evangelho de Deus!</p>
<p>… Alguém que precisa buscar ser tudo isso porque Deus lhe outorgou sua misericórdia.</p>
<p>E como igreja? Quem nós somos como igreja? Como igreja local precisamos buscar acima de tudo refletir o caráter de Deus em tudo o que fazemos. Porém, antes de pensar no que vamos fazer, precisamos refletir no que queremos ser. E, com base nesse texto, podemos ver que precisamos ser…</p>
<p>… Comprometidos com a união de nossa igreja. Uma igreja feita de pessoas que se amam reflete melhor o amor de Deus.</p>
<p>… Uma igreja que ama a adoração e a edificação comunitária.</p>
<p>… Uma igreja que tem uma presença significativa no mundo, jamais nos escondendo ou nos colocando contra a sociedade. Devemos viver de maneira exemplar no meio dos incrédulos (1 Pe 2.12).</p>
<p>… Uma igreja que não tem medo de apresentar o evangelho de Jesus (1 Pe 3.15).</p>
<p>… Uma igreja que resolve seus problemas a partir de verdadeira gratidão a Deus pela Sua infinita misericórdia para conosco.</p>
<div>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<h3>Referências</h3>
<p><a name="1"></a></p>
<div>[1] MUELLER, Ênio R. I Pedro: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova; Mundo Cristão, 1988. p. 136.</div>
<p><a name="2"></a></p>
<div>[2] BÍBLIA de estudo NVI. São Paulo: Editora Vida, 2003. p. 2129.</div>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/veritatisverbum.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/veritatisverbum.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/veritatisverbum.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/veritatisverbum.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/veritatisverbum.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/veritatisverbum.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/veritatisverbum.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/veritatisverbum.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/veritatisverbum.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/veritatisverbum.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/veritatisverbum.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/veritatisverbum.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/veritatisverbum.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/veritatisverbum.wordpress.com/151/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=veritatisverbum.wordpress.com&amp;blog=8105109&amp;post=151&amp;subd=veritatisverbum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">seja-igreja</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Em terras dos Brasis &#8211; Resenha</title>
		<link>http://veritatisverbum.wordpress.com/2011/04/15/em-terras-dos-brasis-resenha/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 21:06:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Rangel de C. Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério]]></category>

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		<description><![CDATA[GOMES, Wadislau Martins. Em terra dos Brasis. 2ª ed. Brasília: Refúgio, 1997. O autor deste livro é ministro presbiteriano há 42 anos e diretor do Ministério Refúgio, que edita esta obra. Ele tem lecionado no Centro Presbiteriano de Pós-graduação Andrew Jumper como professor visitante na área de aconselhamento bíblico. Ao mesmo tempo se encontra, junto com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=veritatisverbum.wordpress.com&amp;blog=8105109&amp;post=140&amp;subd=veritatisverbum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://veritatisverbum.wordpress.com/2011/04/15/em-terras-dos-brasis-resenha/em-terras-doos-brasis/" rel="attachment wp-att-145"><br />
<img class="size-full wp-image-145" style="margin:10px;" title="em-terras-doos brasis" src="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2011/04/em-terras-doos-brasis.jpg?w=604" alt="Capa do Livro"   /></a></p>
<p style="text-align:left;">GOMES, Wadislau Martins. <strong>Em terra dos Brasis</strong>. 2ª ed. Brasília: Refúgio, 1997.</p>
<p>O autor deste livro é ministro presbiteriano há 42 anos e diretor do Ministério Refúgio, que edita esta obra. Ele tem lecionado no Centro Presbiteriano de Pós-graduação Andrew Jumper como professor visitante na área de aconselhamento bíblico. Ao mesmo tempo se encontra, junto com outros três pastores, envolvido no projeto de plantação da Igreja Presbiteriana Paulistana na cidade de São Paulo.<span id="more-140"></span></p>
<p>“Em terras dos Brasis” externa um interesse especial do autor por pensar a evangelização a partir de princípios teológicos claramente bíblicos, segundo a tradição reformada e, ao mesmo tempo, comunicar sua mensagem de maneira apropriadamente contextualizada. O Rev. Wadislau, sem abrir mão de seus referenciais teológicos, busca a todo o momento uma ponte com a cultura e a mente brasileiras, a fim de que os compromissos missionários apontados pela Escritura possam ser definitivamente apropriados pela igreja do Brasil. Isto ele faz sem ser demasiadamente crítico aos missionários estrangeiros que nos legaram o evangelho, demonstrando, assim, uma abordagem ao mesmo tempo contextualizada e equilibrada.</p>
<p>A obra está dividida em sete capítulos. Nos dois primeiros, o autor busca resgatar o sentido da Grande Comissão. A missão da igreja é fazer discípulos. Isto só é possível através de uma compreensão adequada e abrangente do evangelho que salva e que é apropriado pelo homem por meio de “fé arrependida”. Uma vez entendido o núcleo da missão da igreja e sua mensagem, devemos cumprir nossa missão indo, batizando e ensinando.</p>
<p>No capítulo 3, o Rev. Wadislau traça um paralelo entre a evangelização e o aconselhamento. Para ele estas duas atividades são sinônimas, no sentido de que, ao aconselhar, ministra-se a cura através da verdade evangélica; enquanto, ao evangelizar, a igreja está apontando o caminho de Deus para os incrédulos – e isso também é aconselhar. Baseado na perspectiva do aconselhamento redentivo, o autor trabalha a ligação existente entre aconselhamento e evangelização, destacando que ela deve ser: centrada em Cristo, baseada na palavra e objetivando amar a Deus e as pessoas.</p>
<p>O quarto capítulo tem como título: “O programa da igreja é a vida da igreja”. Partindo da verdade de que a missão da igreja deve ser exercida de forma <em>verbal</em> e <em>viva</em>, o autor destaca que a igreja é um organismo vivo que deve refletir a vida que recebeu de Deus através da fiel proclamação do evangelho e de vida coerente com esta proclamação. Isto deve ter sua expressão em quatro áreas principais: instrução, comunhão, adoração e serviço. Toda essa dinâmica da igreja proclamando e vivendo o evangelho no mundo deve ser acompanhada de um cuidado especial para com a mensagem, a fim de que esta jamais seja torcida e adaptada ao mundo, pois, assim, perderia seu poder.</p>
<p>No quinto capítulo, o Rev. Wadislau trata dos dons espirituais. Destacando o enfoque cristológico da edificação produzida pelo Espírito Santo nos crentes – Só em Cristo alguém pode ser edificado. O Espírito Santo, então, aponta para Cristo, possibilitando ao crente conhecer a ele e ter comunhão com ele. Ainda neste capítulo, o autor nos apresenta uma explicação harmônica e muito bem fundamentada acerca das diversas listas de dons espirituais contidas no Novo Testamento.</p>
<p>O sexto capítulo é dedicado à aplicação dos dons na igreja, sem os quais a igreja não poderá ter sucesso no exercício de suas atribuições bíblicas. Cada membro deve assumir um compromisso sério com a sua fé, rejeitando as investidas idólatras do mundo que apresentam a ilusão da autonomia humana como sendo o caminho que conduzirá o homem ao progresso e felicidade. A igreja deve investir no fortalecimento dos relacionamentos familiares, opondo-se à pressão social de nossos dias contra a família conforme instituída por Deus. E a igreja deve fortalecer-se como comunidade reunida em torno da verdade, proclamando em santidade o evangelho de Cristo.</p>
<p>O último capítulo nos desafia a cumprir a nossa missão como igreja no contexto brasileiro em que a religiosidade misturada com um apego cientificista tem obscurecido os corações das pessoas, afastando-as ainda mais de Deus e de sua salvação. Como igreja precisamos nos imbuir da missão que Deus nos confiou para iluminarmos o nosso país que vive em trevas. Com isso, nossa proclamação redundará em glória a Deus, seja ela aceita ou não.</p>
<p>O objetivo principal do autor nesta obra é mostrar que a igreja precisa compreender e praticar de maneira vibrante e pessoal a sua missão de transformar o mundo através do evangelho de Cristo. Para isso, o autor enfatiza o discipulado como foco da Grande Comissão, mostra que o evangelho tem o poder de transformar o homem como um todo, mostra que a igreja precisa se preocupar em refletir a vida de Deus através de suas ações, exercitando os dons espirituais que recebeu para a sua própria edificação e a evangelização do mundo perdido.</p>
<p>“Em terras dos Brasis” é uma obra muito rica em diversos aspectos. Pode-se destacar de forma positiva o seu diálogo com a literatura brasileira. O livro é repleto de citações de textos de diversos autores de diversas épocas que ilustram o argumento do autor aproximando assim, os princípios bíblicos por ele apresentados da realidade cultural brasileira. Também é importante destacar que o Rev. Wadislau faz uma abordagem do aconselhamento bíblico muito proveitosa, pois o mesmo raramente é visto como um ministério que produz evangelização eficaz. Como já foi apontado acima, a visão apresentada acerca do difícil tema dos dons espirituais é por demais esclarecedora.</p>
<p>Como possíveis pontos negativos, pode-se apontar a ausência de uma introdução ao livro. O argumento começa de maneira abrupta e o leitor não é preparado para o que vai encontrar nas páginas que se seguem. Também pode-se destacar que as considerações filosóficas contidas no capítulo 6 foram organizadas de uma maneira tal que dificulta a compreensão do leitor comum. Apesar disso, “Em terras dos Brasis” é uma leitura que vale a pena e que desafia os leitores a repensar a tarefa maior da igreja que é propagar o evangelho a todas as pessoas em todos os lugares.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/veritatisverbum.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/veritatisverbum.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/veritatisverbum.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/veritatisverbum.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/veritatisverbum.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/veritatisverbum.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/veritatisverbum.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/veritatisverbum.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/veritatisverbum.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/veritatisverbum.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/veritatisverbum.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/veritatisverbum.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/veritatisverbum.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/veritatisverbum.wordpress.com/140/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=veritatisverbum.wordpress.com&amp;blog=8105109&amp;post=140&amp;subd=veritatisverbum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A Grande Comissão como paradigma para a multiplicação de igrejas por transplante</title>
		<link>http://veritatisverbum.wordpress.com/2011/04/15/a-grande-comissao-como-paradigma-para-a-multiplicacao-de-igrejas-por-transplante/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 20:26:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Rangel de C. Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evangelho]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>

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		<description><![CDATA[Introdução A Grande Comissão é o paradigma missionário máximo da igreja. Apresentada em todos os quatro evangelhos e no livro de Atos dos Apóstolos, a ordem de Jesus de expandir a mensagem do evangelho indica não apenas o que a igreja deve fazer, mas também o que ela deve ser. O texto de Mateus 28.19-20 [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=veritatisverbum.wordpress.com&amp;blog=8105109&amp;post=134&amp;subd=veritatisverbum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Introdução</strong></p>
<p><a href="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2011/04/plantar-arvore.jpg"><img class="size-full wp-image-135 aligncenter" style="margin:10px;" title="plantar-arvore" src="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2011/04/plantar-arvore.jpg?w=604" alt="Plantar"   /></a></p>
<p>A Grande Comissão é o paradigma missionário máximo da igreja. Apresentada em todos os quatro evangelhos e no livro de Atos dos Apóstolos, a ordem de Jesus de expandir a mensagem do evangelho indica não apenas o que a igreja deve fazer, mas também o que ela deve ser. O texto de Mateus 28.19-20 se reveste de importância crucial por ser o relato mais completo da Grande Comissão. Ao mesmo tempo, temos vivido uma época em que a plantação de igrejas tem sido uma boa ênfase de muitas igrejas e denominações evangélicas e um modelo que merece destaque é o de plantação de igrejas por transplante. Tendo isso em vista, uma análise dos dois versículos finais de Mateus e a identificação das relações existentes entre eles e a prática da plantação de igrejas por transplante se torna digna de estudo. Neste artigo procurar-se-á demonstrar, preliminarmente, que o método de plantação de igrejas através do transplante de membros de uma igreja já estabelecida constitui uma aplicação correta do “ide” da Grande Comissão conforme registrada por Mateus.<span id="more-134"></span></p>
<p>Para levar a termo esta introdução ao tema, o artigo buscará mostrar que uma leitura acurada de Mateus 28.19-20 aponta para a direção de que o “Ide” é elemento necessário para o correto cumprimento do imperativo de fazer discípulos e tal mandamento é dirigido a todos os crentes. Além disso, cabe argumentar a favor da plantação de igrejas como sendo a maneira mais eficaz de cumprir a Grande Comissão. E, por fim, o texto advogará em favor do modelo de plantação de igrejas por transplante como implicação da Grande Comissão segundo Mateus.</p>
<p><strong>1. Considerações acerca do uso do verbo πορεύομαι em Mateus 28.19-20</strong></p>
<p>Não pequena discussão gira em torno da Grande Comissão de Mateus, sobretudo no que se refere ao entendimento correto do particípio πορευθέντες (<em>poreuthentes</em>, lit. “Indo”) e sua relação como o imperativo principal do período, μαθητεύσατε (<em>mathēteusate</em>, lit. “Fazei discípulos”). A fim de demonstrar que é importante “ir” para que a ordem de Cristo seja verdadeiramente cumprida e que esta ordem se destina a todos os crentes, esta seção do artigo trata basicamente de apontar dois aspectos importantes do texto: em primeiro lugar, o deslocamento geográfico como fator necessário para que a Grande Comissão seja plenamente cumprida segundo o texto de Mateus e, em segundo lugar, a Grande Comissão segundo Mateus exige que todos os crentes se desloquem.</p>
<p>1.1.   A relação entre “ir” e “fazer discípulos” em Mateus 28.19</p>
<p>O texto de Mateus, conforme The Greek New Testament<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftn1">[1]</a>, acompanhado de uma tradução literal<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftn2">[2]</a> é o seguinte:</p>
<div align="center">
<table width="85%" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td colspan="4" valign="top" width="16%">
<p align="center"><strong>πορευθέντες</strong></p>
</td>
<td colspan="2" valign="top" width="6%">
<p align="center"><strong>οὖν</strong></p>
</td>
<td colspan="4" valign="top" width="21%">
<p align="center"><strong>μαθητεύσατε</strong></p>
</td>
<td colspan="2" valign="top" width="8%">
<p align="center"><strong>πάντα</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="4%">
<p align="center"><strong>τὰ</strong></p>
</td>
<td colspan="2" valign="top" width="8%">
<p align="center"><strong>ἔθνη,</strong></p>
</td>
<td colspan="3" valign="top" width="16%">
<p align="center"><strong>βαπτίζοντες</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="10%">
<p align="center"><strong>αὐτοὺς</strong></p>
</td>
<td colspan="2" valign="top" width="7%">
<p align="center"><strong> </strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="4" valign="top" width="16%">
<p align="center">indo</p>
</td>
<td colspan="2" valign="top" width="6%">
<p align="center">então</p>
</td>
<td colspan="4" valign="top" width="21%">
<p align="center">fazei discípulos</p>
</td>
<td colspan="2" valign="top" width="8%">
<p align="center">todas</p>
</td>
<td valign="top" width="4%">
<p align="center">os</p>
</td>
<td colspan="2" valign="top" width="8%">
<p align="center">povos,</p>
</td>
<td colspan="3" valign="top" width="16%">
<p align="center">batizando</p>
</td>
<td valign="top" width="10%">
<p align="center">os</p>
</td>
<td colspan="2" valign="top" width="7%"></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="5%"><strong>εἰς</strong></td>
<td valign="top" width="4%">
<p align="center"><strong>τὸ</strong></p>
</td>
<td colspan="3" valign="top" width="9%">
<p align="center"><strong>ὄνομα</strong></p>
</td>
<td colspan="2" valign="top" width="4%">
<p align="center"><strong>τοῦ</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="10%">
<p align="center"><strong>πατρὸς</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="5%">
<p align="center"><strong>καὶ</strong></p>
</td>
<td colspan="2" valign="top" width="5%">
<p align="center"><strong>τοῦ</strong></p>
</td>
<td colspan="3" valign="top" width="12%">
<p align="center"><strong>υἱοῦ</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="6%">
<p align="center"><strong>καὶ</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="6%">
<p align="center"><strong>τοῦ</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="8%">
<p align="center"><strong>ἁ</strong><strong>γίου</strong></p>
</td>
<td colspan="3" valign="top" width="16%">
<p align="center"><strong>πνεύματος,</strong></p>
</td>
<td width="3%"></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="5%">Em</td>
<td colspan="2" valign="top" width="4%">
<p align="center">o</p>
</td>
<td colspan="2" valign="top" width="9%">
<p align="center">nome</p>
</td>
<td colspan="2" valign="top" width="4%">
<p align="center">do</p>
</td>
<td valign="top" width="10%">
<p align="center">Pai</p>
</td>
<td valign="top" width="5%">
<p align="center">E</p>
</td>
<td colspan="2" valign="top" width="5%">
<p align="center">do</p>
</td>
<td colspan="3" valign="top" width="12%">
<p align="center">Filho</p>
</td>
<td valign="top" width="6%">
<p align="center">e</p>
</td>
<td valign="top" width="6%">
<p align="center">do</p>
</td>
<td valign="top" width="8%">
<p align="center">Santo</p>
</td>
<td colspan="3" valign="top" width="16%">
<p align="center">Espírito</p>
</td>
<td width="3%"></td>
</tr>
<tr>
<td width="32"></td>
<td width="31"></td>
<td width="1"></td>
<td width="40"></td>
<td width="21"></td>
<td width="22"></td>
<td width="8"></td>
<td width="68"></td>
<td width="37"></td>
<td width="24"></td>
<td width="13"></td>
<td width="39"></td>
<td width="30"></td>
<td width="11"></td>
<td width="43"></td>
<td width="39"></td>
<td width="57"></td>
<td width="9"></td>
<td width="70"></td>
<td width="24"></td>
<td width="24"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>De maneira geral, observa-se que a tradução do particípio em uso adverbial pode ser feita com o gerúndio. Neste caso, a tradução “Indo” seria a indicada. Porém, observa-se que esta não é a opção das principais traduções existentes em Português<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftn3">[3]</a>. Isto se dá devido à flexibilidade do uso do particípio grego. Nem sempre a opção pelo gerúndio é a melhor. É preciso atentar para os relacionamentos sintáticos do termos em questão.</p>
<p>Com relação ao relacionamento entro o particípio πορευθέντες e o imperativo μαθητεύσατε, Carl Bosma aponta para quatro visões distintas da relação sintática entre estes dois termos conforme se apresentam em Mateus 28.19: A primeira posição defende a tradução de πορευθέντες como imperativo, a segunda diminui o peso imperativo do verbo auxiliar e enfatiza a ordem de “fazer discípulos”, a terceira visão anula o valor do particípio a ponto de alguns o retirarem da tradução do texto, e a quarta interpretação defende que a ênfase recai sobre o mandamento de “fazer discípulos”, mas a ideia contida no particípio πορευθέντες constitui parte importante da Comissão<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftn4">[4]</a>. Qual destas visões se adapta melhor ao texto?</p>
<p>Observando o texto e sua tradução literal, pode-se suscitar quatro opções sintáticas quanto ao uso do particípio adverbial:</p>
<ul>
<li><strong>Particípio Temporal</strong>: Neste caso, o particípio tem o sentido de uma oração adverbial temporal<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftn5">[5]</a> e a tradução exige um advérbio de tempo como: quando, enquanto, antes, depois<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftn6">[6]</a>.</li>
<li><strong>Particípio Modal</strong>: O particípio modal expressa o modo pelo qual é realizada a ação do verbo principal<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftn7">[7]</a>. A tradução é feita com o uso do gerúndio ou de um adjetivo<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftn8">[8]</a>.</li>
<li><strong>Particípio Circunstancial</strong>: “Indica um fato que ocorre simultaneamente ao descrito pela oração principal sem ter uma ligação sintática com ele. Deve ser traduzido por um verbo no mesmo tempo e modo do verbo principal”<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftn9">[9]</a>. Dana e Mantey afirmam que “é duvidoso se uma oração independente seja uma tradução exata”<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftn10">[10]</a>, mas parece ser essa a abordagem dos tradutores para o português.</li>
<li><strong>Particípio como Imperativo</strong>: Dana e Mantey apontam para um uso peculiar do particípio encontrado no Novo Testamento e nos papiros, o particípio sendo usado como um imperativo<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftn11">[11]</a>. Neste caso a tradução deve ser a de um imperativo pleno.</li>
</ul>
<p>A fim de optarmos por uma das alternativas acima, é preciso observar o contexto e outros elementos do próprio texto em questão. No mesmo capítulo, Mateus usa uma construção semelhante (Mt 28.7) com o mesmo verbo πορεύομαι conjugado também no aoristo, agindo como auxiliar de um verbo no imperativo aoristo (εἴπατε 2º aoristo imperativo de λέγω na 2ª pessoa do plural). Tanto neste versículo quanto no texto em questão, é difícil aceitar os usos modal e imperativo do particípio de πορεύομαι. No caso de Mateus 28.7, o uso modal diria que a forma de anunciar a ressurreição de Jesus seria indo ou deslocando-se, e, por sua vez, o uso imperativo retiraria toda ênfase da notícia e a dividiria com o simples deslocamento necessário à tarefa de informar os discípulos acerca da ressurreição. Estes mesmos argumentos se aplicam a Mateus 28.19.</p>
<p>Observando o próprio texto que estamos estudando, percebe-se que há uma ligação lógica que nos ajuda a definir se o uso do particípio πορευθέντες é temporal ou circunstancial. O objeto do verbo principal μαθητεύσατε (“fazei discípulos”) é πάντα τὰ ἔθνη (“todos os povos”), sabemos que o ministério de Jesus foi restrito à Palestina e os onze apóstolos eram todos judeus. Como cumprir a ordem de fazer discípulos sem que a ação de ir até eles seja um ato necessário? A tarefa de fazer discípulos de todas as nações seria difícil para apóstolos palestinos sem que eles se dispusessem a sair da Palestina e ir de encontro aos perdidos do estrangeiro. “Ir” até todas as nações é imperativo, não porque seja tão ou mais importante do que “fazer discípulos”, mas por ser condição <em>sine qua non</em> para que o discipulado aconteça.</p>
<p>1.2.   Um imperativo para todos os discípulos</p>
<p>Uma vez afirmada a importância do “ir” como aspecto necessário ao cumprimento integral da Grande Comissão, é preciso saber se tal ordem ou comissão deve ser cumprida integralmente por todos os cristãos.</p>
<p>É importante perceber que Jesus entrega a Grande Comissão a discípulos (μαθητής). Estes discípulos, que receberam o ensino de Jesus e se tornaram participantes de seu Reino através da fé, são responsáveis por μαθητεύειν (“fazer discípulos”). Estes novos discípulos já nascem com a responsabilidade de proclamar. Com a Grande Comissão, Jesus estabelece o propósito fundamental do discipulado: a multiplicação. Ao se tornar um discípulo de Jesus, cada cristão tem a responsabilidade de continuar este processo de expansão do Corpo de Cristo. Em Mateus 16.18, Jesus promete edificar a sua igreja e em Mateus 28.19-20 ele nos mostra que o instrumento que ele utiliza para realizar isso é a dinâmica de discípulos gerando outros discípulos, cumprindo assim a Grande Comissão.</p>
<p><strong>2. A plantação de igrejas como cumprimento da Grande Comissão</strong></p>
<p>É sabido que a Grande Comissão é destinada a todos os cristãos, a toda a Igreja. Como, porém, ser eficaz no cumprimento da Grande Comissão? Tim Keller afirma o seguinte:</p>
<p>Praticamente todos os grandes desafios da evangelização do Novo Testamento são, basicamente, chamados para plantar igrejas e não apenas para compartilhar a fé. A &#8220;Grande Comissão&#8221; (Mt 28.18-20) não é apenas uma chamada para &#8220;fazer discípulos&#8221;, mas para &#8220;batizar&#8221;. Em Atos e em outros lugares, é claro que o batismo significa a incorporação em uma comunidade de adoradores, com responsabilidades e limites (cf. At 2.41-47). A única maneira de se ter absoluta certeza do aumento do número de cristãos em uma cidade é o aumento do número de igrejas. Por quê? Grande parte do “evangelismo tradicional” visa obter uma “decisão” por Cristo. Porém, a experiência nos mostra que muitos dessas “decisões”&#8217; desaparecem e nunca resultam em vidas transformadas. Por quê? Muitas, muitas decisões não são realmente conversões, mas frequentemente só o começo de uma jornada de busca por Deus… Só uma pessoa que está sendo &#8220;evangelizada&#8221; no contexto de contínua adoração e pastoreio comunitário pode ter certeza de finalmente voltar para casa com a fé que salva e dá vida.<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftn12">[12]</a></p>
<p>O argumento de Tim Keller parece estar correto. Se a igreja deve ir ao encontro de todos os povos e apresentar-lhes o evangelho que transforma um inimigo de Deus em discípulo de Cristo, é natural que esses novos seguidores sejam reunidos em uma comunidade que os identifica com o Salvador e uns com os outros e que os instrui a se tornarem capazes de obedecer toda a Palavra de Deus. Ao se plantar uma nova igreja o ciclo da Grande Comissão – ir, fazer discípulos, batizá-los e ensiná-los – é completado. Aquilo que Tim Keller chama de “evangelismo tradicional” não completa o ciclo, pois envolve apenas as duas primeiras ações contidas em Mateus 28.19-20 – ir e apresentar as boas novas. A missão da igreja não está cumprida ao ouvir-se um “sim” à mensagem anunciada, mas uma vez demonstrado o interesse pela mensagem evangélica, é preciso inserir a pessoa na comunidade e ensiná-la o caminho de Cristo. É nesta etapa “pós-decisão” que a conversão genuína poderá ser atestada e esta etapa exige a reunião destes novos discípulos em uma nova igreja local.</p>
<p>Essa foi a atitude dos primeiros cristãos, segundo a narrativa de Lucas no livro de Atos. Percebe-se o processo de plantação de uma nova igreja como cumprimento da Grande Comissão, no caso da igreja de Antioquia.</p>
<p>Então, os que foram dispersos por causa da tribulação que sobreveio a Estêvão se espalharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. Alguns deles, porém, que eram de Chipre e de Cirene e que foram até Antioquia, falavam também aos gregos, anunciando-lhes o evangelho do Senhor Jesus. A mão do Senhor estava com eles, e muitos, crendo, se converteram ao Senhor.</p>
<p>A notícia a respeito deles chegou aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé até Antioquia. Tendo ele chegado e, vendo a graça de Deus, alegrou-se e exortava a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor. Porque era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor. E partiu Barnabé para Tarso à procura de Saulo; tendo-o encontrado, levou-o para Antioquia. E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos. (At 11.19-26)</p>
<p>É preciso notar que o modelo de plantação da igreja de Antioquia se assemelha ao que Tim Keller chama de “adoção”<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftn13">[13]</a>. A igreja de Jerusalém adotou o grupo base composto por cristãos que migraram devido à perseguição (v. 19) e por aqueles que creram em sua pregação (v. 20 e 21). No texto acima, podem ser identificados dois passos básicos para a consolidação da igreja de Antioquia: A <em>proclamação inicial</em> e a <em>consolidação</em>.</p>
<p>Nos versículos 19, 20 e 21, percebe-se o início da pregação do evangelho em Antioquia. O Rev. Arival Dias Casimiro indica as circunstâncias nas quais o evangelho começou a ser pregado nessa cidade:</p>
<p>A igreja de Antioquia foi fundada por missionários anônimos que fugiam da perseguição em Jerusalém. Eram crentes cipriotas e cireneus que pregaram para os gentios, rompendo o preconceito dos judeus cristãos que anunciavam o evangelho somente aos judeus. Eles se abriram para as novidades de Deus e foram instrumentos para pregar o evangelho, pela primeira vez, aos gentios. Eles foram instrumentos das inovações divinas.<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftn14"><sup><sup>[14]</sup></sup></a></p>
<p>É perceptível em Antioquia que, nesta primeira etapa, os cristãos fugidos de Jerusalém buscaram tão logo quanto puderam cumprir a ordem de fazer discípulos, sendo tal ordem possibilitada pelo deslocamento forçado pela perseguição que se intensificara em Jerusalém. Os crentes foram e pregaram, mas para que o processo de fazer discípulos fosse completo era necessário que uma nova igreja fosse consolidada ali, reunindo e ensinando os crentes.</p>
<p>Deste momento em diante, inicia-se a etapa da consolidação. Nesta fase do processo, a atuação da igreja mãe foi fundamental: “A notícia a respeito deles chegou aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé até Antioquia” (At 11.22). Notável perceber que a partir da adoção da igreja de Jerusalém e da atuação pastoral de Barnabé a igreja de Antioquia toma forma. É notável que a palavra igreja é usada duas vezes nesses versículos. Na primeira vez, ela é usada para a igreja de Jerusalém (v. 22) e na segunda para a nova igreja de Antioquia (v. 26). Agora, o ciclo da Grande Comissão pode ser completado, novos crentes são integrados à igreja pelo batismo e ensinados na igreja a seguir a Jesus.</p>
<p>No entanto, para que a Grande Comissão continue a ser cumprida, é necessária a disposição desta igreja recém-plantada de reproduzir o ciclo de fazer discípulos. É exatamente isso que a igreja de Antioquia faz:</p>
<p>Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, por sobrenome Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes, o tetrarca, e Saulo. E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram. Enviados, pois, pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre. (Atos 13.1-4)</p>
<p>Observa-se neste texto uma igreja estruturada e, ao mesmo tempo, vibrante que, buscando ao Senhor, recebe o claro direcionamento de que deve prosseguir cumprindo o mandamento de Cristo através do envio de dois dos seus líderes, Saulo e Barnabé. Estes dois importantes personagens da igreja primitiva foram enviados para propagar a mensagem do evangelho através da plantação de novas igrejas (At 14.19-28). O ciclo da Grande Comissão, quando completado a ponto de produzir uma nova e sadia igreja local, gera um ânimo missionário redobrado que impulsiona a nova igreja a plantar outras.</p>
<p><strong>3.      </strong><strong>A plantação de igrejas por transplante como implicação da Grande Comissão</strong></p>
<p>Plantar igrejas é cumprir a Grande Comissão, mas qual é a melhor maneira de plantar uma igreja? Não há uma fórmula mágica de se realizar isso, mas existem diversos modelos de plantação que tem sido utilizados nos mais variados contextos. Tim Keller e J. Allen Thompson apontam seis modelos distintos de plantação de igrejas: pioneiro, ramificação, adoção, parceria, propagação e catalisador<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftn15">[15]</a>. Neste artigo, tem-se advogado o modelo de transplante ou ramificação como uma aplicação plausível para o “Ide” de Mateus 28.19, a ação circunstancial necessária ao cumprimento da Grande Comissão.</p>
<p>A plantação de igrejas por transplante consiste em transferir da igreja mãe um grupo de pessoas que se tornarão o grupo central da futura igreja filha<a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftn16">[16]</a>. Ele se difere dos outros modelos pelo fato de um grupo de cristãos deslocarem-se deliberadamente para uma igreja nascente, deixando para trás todo o conforto que envolve participar de uma igreja já consolidada e estruturada.</p>
<p>Como foi defendido acima, o “Ir” não se constitui elemento sem importância na ordem de Jesus conforme narrada por Mateus. Antes, não é possível fazer discípulos de todas as nações se a igreja não se movimentar em direção a elas. No entanto, ao tomar a iniciativa de iniciar novos trabalhos, normalmente as igrejas optam pelo modelo pioneiro, no qual o obreiro tem o dever de iniciar o trabalho do zero. Com isso apenas o pastor ou missionário responsável pelo trabalho se desloca, apenas ele cumpre o “Ide” da Comissão que envolve não apenas pregar, mas reunir os conversos em novas igrejas que deem continuidade no processo de multiplicação de igrejas saudáveis. No modelo de plantação por transplante, um grupo maior de cristãos se tornam cumpridores diretos do mandamento de Jesus.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>Como visto, a Grande Comissão exige dos cristãos a disposição de “ir”. Ir de encontro a pessoas em todos os lugares para que elas se tornem parte da Igreja de Cristo através do surgimento de novas igrejas locais que se preocupem em manter vivo o desejo de dar continuidade ao processo de multiplicar comunidades cristãs em todo o mundo. Para isso, o modelo de transplante de membros maduros de uma igreja já estabelecida para uma que está sendo plantada constitui uma implicação não apenas plausível, mas eficaz do que tange ao cumprimento total da Comissão dada a todos os discípulos. Discípulos fazem novos discípulos que serão reunidos em igrejas que plantarão novas igrejas. E esta dinâmica deve envolver todos os crentes e não apenas pastores, evangelistas e missionários.</p>
<p>Isto posto, pode-se concluir por esta pesquisa preliminar que o método de plantação de igrejas através do transplante de membros de uma igreja já estabelecida constitui uma aplicação correta do “ide” da Grande Comissão conforme registrada por Mateus. Fica a cargo de pesquisas posteriores a elaboração de métodos claros para a prática da plantação através do transplante.</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftnref1">[1]</a> THE GREEK New Testament. 4. ed. Stuttgart: Deutsche Bibelgesellschaft, 2001, p.116</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftnref2">[2]</a> A tradução literal para o português foi feita com base nas definições de RUSCONI, Carlo. <em>Dicionário do grego do Novo Testamento</em>. São Paulo: Paulus, 2003.</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftnref3">[3]</a> As Traduções que remetem a João Ferreira de Almeida e a Bíblia de Jerusalém traduzem o particípio grego πορευθέντες com o imperativo português “ide”. A Nova Versão Internacional e a Nova Tradução na Linguagem de Hoje também traduzem com o imperativo, porém conjugam de modo diferente (“vão&#8221;).</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftnref4">[4]</a> BOSMA, Carl J. Missões e sintaxe grega em Mateus 28.19. <em>Fides Reformata</em> 14/1 (2009), p. 11.</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftnref5">[5]</a> DANA, H. E; MANTEY, Julius R. <em>Manual de gramatica del Nuevo Testamento Grieco</em>. El Paso, Tex: Casa Bautista de Publicaciones, 1975, p.219</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftnref6">[6]</a> PINTO, Carlos Osvaldo Cardoso. <em>Fundamentos para exegese do Novo Testamento</em>: manual de sintaxe grega. São Paulo: Vida Nova, 2002, p. 114.</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftnref7">[7]</a> DANA, H. E; MANTEY, Julius R. <em>Op. Cit.</em>, p.219.</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftnref8">[8]</a> PINTO, Carlos Osvaldo Cardoso. <em>Op. Cit.</em>, p.114.</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftnref9">[9]</a> Ibid., p. 99.</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftnref10">[10]</a> DANA, H. E; MANTEY, Julius R. <em>Op. Cit.</em>, p. 220.</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftnref11">[11]</a> DANA, H. E; MANTEY, Julius R. <em>Op. Cit.</em>, p.221.</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftnref12">[12]</a> KELLER. Tim. <em>Why plant churches</em>. New York: Redeemer Presbyterian Church, 2002. p. 1. Disponível em <a href="http://www.redeemer2.com/resources/papers/why%20plant%202%2011%20TLeaders.pdf">http://www.redeemer2.com/resources/papers/why%20plant%202%2011%20TLeaders.pdf</a>. Acesso em 13/04/2011.</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftnref13">[13]</a> KELLER, Timothy J., THOMPSON, J. Allen. <em>Manual para plantação de igrejas</em>. New York: Redeemer Presbyterian Church, 2002, p.149.</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftnref14">[14]</a> CASIMIRO, Arival Dias. <em>Plante igrejas</em>: princípios bíblicos para plantação e revitalização de igrejas. Santa Bárbara dOeste, SP: SOCEP Editora, 2009, p. 78.</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftnref15">[15]</a> KELLER, Timothy J., THOMPSON, J. Allen. <em>Manual para plantação de igrejas</em>. New York: Redeemer Presbyterian Church, 2002, p. 149.</p>
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<p><a title="" href="/Users/IECI/Desktop/A%20Grande%20Comiss%C3%A3o%20como%20paradigma%20para%20a%20multiplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20igrejas%20por%20transplante.docx#_ftnref16">[16]</a> KELLER, Timothy J., THOMPSON, J. Allen. <em>Manual para plantação de igrejas</em>. New York: Redeemer Presbyterian Church, 2002, p. 149.</p>
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<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/veritatisverbum.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/veritatisverbum.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/veritatisverbum.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/veritatisverbum.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/veritatisverbum.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/veritatisverbum.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/veritatisverbum.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/veritatisverbum.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/veritatisverbum.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/veritatisverbum.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/veritatisverbum.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/veritatisverbum.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/veritatisverbum.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/veritatisverbum.wordpress.com/134/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=veritatisverbum.wordpress.com&amp;blog=8105109&amp;post=134&amp;subd=veritatisverbum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Os números de 2010</title>
		<link>http://veritatisverbum.wordpress.com/2011/01/12/os-numeros-de-2010/</link>
		<comments>http://veritatisverbum.wordpress.com/2011/01/12/os-numeros-de-2010/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 12 Jan 2011 18:13:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Rangel de C. Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[Veritatis Verbum]]></category>

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		<description><![CDATA[Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog: O Blog-Health-o-Meter™ indica: Este blog é fantástico!. Números apetitosos Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 1,800 vezes em 2010. Ou seja, cerca de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=veritatisverbum.wordpress.com&amp;blog=8105109&amp;post=132&amp;subd=veritatisverbum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:</p>
<p><img style="border:1px solid #ddd;background:#f5f5f5;padding:20px;" src="http://s0.wp.com/i/annual-recap/meter-healthy2.gif" alt="Healthy blog!" width="250" height="183" /></p>
<p>O <em>Blog-Health-o-Meter™</em> indica: Este blog é fantástico!.</p>
<h2>Números apetitosos</h2>
<p><a href="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2009/09/preacher.jpg"><img style="max-height:230px;float:right;border:1px solid #ddd;background:#fff;margin:0 0 1em 1em;padding:6px;" src="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2009/09/preacher.jpg?w=288" alt="Imagem de destaque" /></a></p>
<p>Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros.  Este blog foi visitado cerca de <strong>1,800</strong> vezes em 2010.  Ou seja, cerca de 4 747s cheios.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 2010, foram postados <strong>10</strong> novos posts, elevando o número total de posts do blog para 15.</p>
<h2>De onde vieram?</h2>
<p>Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram <strong>ocasional.com.br</strong>, <strong>search.conduit.com</strong>, <strong>doulos.doulossat.com.br</strong>, <strong>orkut.com.br</strong> e <strong>twitter.com</strong></p>
<p>Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por <strong>pastor</strong>, <strong>pastor de ovelhas</strong>, <strong>rebanho de ovelhas</strong>, <strong>pregação</strong> e <strong>ovelhas</strong></p>
<h2>Atracções em 2010</h2>
<p>Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.</p>
<div style="clear:left;float:left;font-size:24pt;line-height:1em;margin:-5px 10px 20px 0;">1</div>
<p><a style="margin-right:10px;" href="http://veritatisverbum.wordpress.com/sobre-o-autor/">Sobre o autor</a> <span style="color:#999;font-size:8pt;">agosto, 2009</span><br />
7 comentários</p>
<div style="clear:left;float:left;font-size:24pt;line-height:1em;margin:-5px 10px 20px 0;">2</div>
<p><a style="margin-right:10px;" href="http://veritatisverbum.wordpress.com/2010/05/11/igreja-coluna-e-baluarte-da-verdade/">Igreja: Coluna e baluarte da verdade</a> <span style="color:#999;font-size:8pt;">maio, 2010</span><br />
1 comentário</p>
<div style="clear:left;float:left;font-size:24pt;line-height:1em;margin:-5px 10px 20px 0;">3</div>
<p><a style="margin-right:10px;" href="http://veritatisverbum.wordpress.com/2009/09/08/sou-evangelico-sim-e-dai/">Sou Evangélico! E daí?!?</a> <span style="color:#999;font-size:8pt;">setembro, 2009</span><br />
2 comentários</p>
<div style="clear:left;float:left;font-size:24pt;line-height:1em;margin:-5px 10px 20px 0;">4</div>
<p><a style="margin-right:10px;" href="http://veritatisverbum.wordpress.com/2010/09/14/esboco-de-filipenses/">Esboço de Filipenses</a> <span style="color:#999;font-size:8pt;">setembro, 2010</span><br />
1 comentário</p>
<div style="clear:left;float:left;font-size:24pt;line-height:1em;margin:-5px 10px 20px 0;">5</div>
<p><a style="margin-right:10px;" href="http://veritatisverbum.wordpress.com/2009/09/15/verdadeira-pregacao/">Verdadeira pregação</a> <span style="color:#999;font-size:8pt;">setembro, 2009</span><br />
1 comentário</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/veritatisverbum.wordpress.com/132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/veritatisverbum.wordpress.com/132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/veritatisverbum.wordpress.com/132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/veritatisverbum.wordpress.com/132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/veritatisverbum.wordpress.com/132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/veritatisverbum.wordpress.com/132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/veritatisverbum.wordpress.com/132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/veritatisverbum.wordpress.com/132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/veritatisverbum.wordpress.com/132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/veritatisverbum.wordpress.com/132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/veritatisverbum.wordpress.com/132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/veritatisverbum.wordpress.com/132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/veritatisverbum.wordpress.com/132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/veritatisverbum.wordpress.com/132/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=veritatisverbum.wordpress.com&amp;blog=8105109&amp;post=132&amp;subd=veritatisverbum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">lucasrcs</media:title>
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			<media:title type="html">Healthy blog!</media:title>
		</media:content>

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			<media:title type="html">Imagem de destaque</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Os 10 melhores livros que li em 2010</title>
		<link>http://veritatisverbum.wordpress.com/2011/01/07/os-10-melhores-livros-que-li-em-2010/</link>
		<comments>http://veritatisverbum.wordpress.com/2011/01/07/os-10-melhores-livros-que-li-em-2010/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 07 Jan 2011 04:49:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Rangel de C. Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ministério]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Infelizmente, li menos em 2010 do que gostaria, mas quero compartilhar com quem estiver disposto a ler este post quais foram os dez melhores livros que pude ler neste ano que passou. Um grande agradecimento deve ser feito à Editora Fiel por seu maravilhoso Projeto Biblioteca do Pastor. Fazer parte deste projeto tem me permitido [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=veritatisverbum.wordpress.com&amp;blog=8105109&amp;post=98&amp;subd=veritatisverbum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-129" href="http://veritatisverbum.wordpress.com/2011/01/07/os-10-melhores-livros-que-li-em-2010/biblioteca/"><img class="alignleft size-full wp-image-129" title="biblioteca" src="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2011/01/biblioteca.jpg?w=604" alt=""   /></a>Infelizmente, li menos em 2010 do que gostaria, mas quero compartilhar com quem estiver disposto a ler este post quais foram os dez melhores livros que pude ler neste ano que passou. Um grande agradecimento deve ser feito à <a title="Editora Fiel" href="http://editorafiel.com.br/" target="_blank">Editora Fiel</a> por seu maravilhoso <a title="Biblioteca do Pastor" href="http://www.editorafiel.com.br/bibliotecapastor.php" target="_blank">Projeto Biblioteca do Pastor</a>. Fazer parte deste projeto tem me permitido manter constante contato com bons livros cristãos. Preciso também expressar meu apreço pelos livros da editora <a title="NUTRA Publicações" href="http://www.pedrasvivas.com.br/livros/form_pedido.html" target="_blank">NUTRA Publicações</a>. Depois que pude reencontrar meu professor Pr. Jayro M. Cáceres, também pude ter acesso aos títulos desta nova porém excelente editora. Isto posto, vamos à lista!</p>
<h3 style="text-align:center;"><strong>Número 10</strong></h3>
<p style="text-align:center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-weight:normal;"><img class="alignnone size-full wp-image-120" title="o-que-e-uma-igreja-saudavel" src="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2011/01/o-que-e-uma-igreja-saudavel1.jpg?w=604" alt=""   /></span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>O que é uma igreja saudável?</strong>. Mark Dever. Editora Fiel.</p>
<p>Acho que sempre que ler um livro de Mark Dever ele estará entre os melhores. Como Deus usa a série 9 marcas para me encorajar a prosseguir amando a igreja e o ministério!</p>
<h3 style="text-align:center;"><strong>Número 9</strong></h3>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-weight:normal;"><img class="alignnone size-full wp-image-125" title="teus-planos" src="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2011/01/teus-planos1.jpg?w=604" alt=""   /></span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Teus planos, Senhor, não fazem sentido&#8230;</strong>. Steve Viars. NUTRA Publicações.</p>
<p>Este é um livreto especial! Dá para lê-lo em poucos minutos, mas sem dúvida você o termina impactado. Vale a pena ler e reler!</p>
<h3 style="text-align:center;"><strong>Número 8</strong></h3>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-weight:normal;"><img class="alignnone size-full wp-image-121" title="capa penetrado.indd" src="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2011/01/penetrado-pela-palavra1.jpg?w=604" alt=""   /></span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Penetrado pela Palavra</strong>. John Piper. Editora Fiel.</p>
<p>Este é um livro de devocionais diárias. Leitura muito enriquecedora.</p>
<h3 style="text-align:center;"><strong>Número 7</strong></h3>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-weight:normal;"><img class="alignnone size-full wp-image-116" title="desejo-engano" src="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2011/01/desejo-engano1.jpg?w=604" alt=""   /></span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Desejo e engano: o verdadeiro preço da tolerância sexual</strong>. Albert Mohler Jr. Editora Fiel.</p>
<p>Com tremenda habilidade, Albert Mohler Jr. trabalha com as questões relacionadas à sexualidade conforme vista pela sociedade contemporânea.</p>
<h3 style="text-align:center;"><strong>Número 6</strong></h3>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-weight:normal;"><img class="alignnone size-full wp-image-124" title="supremacia-pregacao" src="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2011/01/supremacia-pregacao1.jpg?w=604" alt=""   /></span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Supremacia de Deus na pregação</strong>. John Piper. Shedd Publicações.</p>
<p>Neste livro John Piper compartilha preciosas lições sobre pregação a partir do ministério de Johnatan Edwards. Foi para mim uma grande injeção de ânimo quanto ao foco central do ministério: a pregação da Palavra de Deus.</p>
<h3 style="text-align:center;"><strong>Número 5</strong></h3>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-weight:normal;"><img class="alignnone size-full wp-image-123" title="quando-pecadores-dizem-sim" src="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2011/01/quando-pecadores-dizem-sim1.jpg?w=604" alt=""   /></span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Quando pecadores dizem &#8220;SIM&#8221;</strong>. Dave Harvey. Editora Fiel.</p>
<p>Um livro muito bíblico e centrado no evangelho. Ao mesmo tempo em que explora e aplica a perspectiva bíblia ao casamento, o autor usa uma linguagem simples e acessível. Será, por sugestão minha, o &#8220;livro texto&#8221; do ministério de casais da IECI neste ano de 2011.</p>
<h3 style="text-align:center;"><strong>Número 4</strong></h3>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-weight:normal;"><img class="alignnone size-full wp-image-119" title="jornada-na-graca" src="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2011/01/jornada-na-graca1.jpg?w=604" alt=""   /></span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Uma jornada na graça</strong>. Richard P. Belcher. Editora Fiel.</p>
<p>&#8220;Pastor, você é um calvinista?&#8221; Esta é a pergunta que norteia esta ficção muito elucidativa. Para mim foi realmente uma leitura para o lazer. Porém, em momento algum deixou de ser uma fonte segura de informações acerca das doutrinas da graça. Recomendo!</p>
<h3 style="text-align:center;"><strong>Número 3</strong></h3>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-weight:normal;"><img class="alignnone size-full wp-image-122" title="plena-satisfacao-em-deus" src="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2011/01/plena-satisfacao-em-deus1.jpg?w=604" alt=""   /></span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong> Plena Satisfação em Deus</strong>. John Piper. Editora Fiel.</p>
<p>Mais um livreto para a lista de 2010. Porém, um livreto que marcou o ano em nossa igreja. Li primeiro, depois o utilizamos como base para a EBD. Se você quiser ter um gostinho de como foi veja no <a title="Plena satisfação em Deus - material para estudo" href="http://iecitajuba.com.br/2011/01/05/plena-satisfacao-em-deus-material-para-estudo/" target="_blank">site da IECI</a>.</p>
<h3 style="text-align:center;"><strong>Número 2</strong></h3>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-weight:normal;"><img class="alignnone size-full wp-image-117" title="firmes" src="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2011/01/firmes1.jpg?w=604" alt=""   /></span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Firmes: uma chamado à perseverança dos santos</strong>. John Piper e Justin Taylor. Editora Fiel.</p>
<p>Este é um livro que me encorajou bastante neste ano. A partir das experiências de Jerry Bridges, John MacArthur, John Piper, RandyAlcorn e Helen Roseveare, este livro nos encoraja a perseverar em meio aos grandes desafios que surgem na caminhada ministerial e pessoal do cristão.</p>
<h3 style="text-align:center;"><strong>Número 1</strong></h3>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-weight:normal;"><img class="alignnone size-full wp-image-118" title="instrumentos" src="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2011/01/instrumentos1.jpg?w=604" alt=""   /></span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Instrumentos nas mãos do Redentor</strong>. Paul D. Tripp. NUTRA Publicações.</p>
<p>Este foi, sem dúvida, o melhor livro que li em 2010. Nossos relacionamentos não são por acaso, mas através deles podemos ser instrumentos para que Deus opere transformações profundas nos corações daqueles que nos cercam, enquanto transforma nosso próprio coração. Leia, pois vale muito a pena.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/veritatisverbum.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/veritatisverbum.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/veritatisverbum.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/veritatisverbum.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/veritatisverbum.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/veritatisverbum.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/veritatisverbum.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/veritatisverbum.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/veritatisverbum.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/veritatisverbum.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/veritatisverbum.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/veritatisverbum.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/veritatisverbum.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/veritatisverbum.wordpress.com/98/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=veritatisverbum.wordpress.com&amp;blog=8105109&amp;post=98&amp;subd=veritatisverbum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">lucasrcs</media:title>
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			<media:title type="html">biblioteca</media:title>
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			<media:title type="html">o-que-e-uma-igreja-saudavel</media:title>
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			<media:title type="html">teus-planos</media:title>
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			<media:title type="html">capa penetrado.indd</media:title>
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			<media:title type="html">desejo-engano</media:title>
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			<media:title type="html">instrumentos</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Diretrizes para um ano novo vitorioso</title>
		<link>http://veritatisverbum.wordpress.com/2011/01/05/diretrizes-para-um-ano-novo-vitorioso/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Jan 2011 02:58:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Rangel de C. Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional]]></category>
		<category><![CDATA[Ano Novo]]></category>

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		<description><![CDATA[No capítulo 20 do 2º livro das Crônicas, vemos o rei Josafá enfrentar um grande desafio. Ele tem diante de si três povos inimigos que se levantam para guerrear contra ele. Todo o povo fica alarmado e, ao mesmo tempo, esperando uma atitude salvadora da parte do seu rei. Situação esta semelhante ao que enfrentamos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=veritatisverbum.wordpress.com&amp;blog=8105109&amp;post=88&amp;subd=veritatisverbum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-89" href="http://veritatisverbum.wordpress.com/2011/01/05/diretrizes-para-um-ano-novo-vitorioso/ano-novo/"><img class="alignleft size-medium wp-image-89" title="ano-novo" src="http://veritatisverbum.files.wordpress.com/2011/01/ano-novo.jpg?w=240&#038;h=180" alt="" width="240" height="180" /></a>No capítulo 20 do 2º livro das Crônicas, vemos o rei Josafá enfrentar um grande desafio. Ele tem diante de si três povos inimigos que se levantam para guerrear contra ele. Todo o povo fica alarmado e, ao mesmo tempo, esperando uma atitude salvadora da parte do seu rei. Situação esta semelhante ao que enfrentamos constantemente: precisamos lidar com desafios que se levantam diante de nós. E, em 2011, isto não será diferente! O que fazer então? Como lidar com mais este ciclo de situações difíceis que agora se inicia? A experiência de Josafá nos ensina quatro diretrizes para que tenhamos sucesso ao lidar com as mais difíceis questões em nossa vida:</p>
<p><strong><em>Busque ao Senhor</em></strong></p>
<p>O primeiro passo de Josafá foi buscar o Senhor (2 Cr 20.3-6a). Ele ora e pede ajuda a Deus. Ele começa do jeito certo. Ele não confia em seus recursos ou competência. Ele deposita sua confiança em Deus. Quando os desafios se levantarem diante de você neste ano de 2011, não tente resolvê-los com suas próprias ferramentas. Levante sua voz ao Senhor em oração e peça ajuda a Ele. Nossos próprios problemas são demais para nós, mas são também oportunidades para que nós nos aproximemos de Deus.</p>
<p><strong><em>Espere a resposta do Senhor</em></strong></p>
<p>Josafá não apenas faz uma oração vazia e então parte para o trabalho. Ele recebe de Deus uma resposta e esta resposta dá a ele a direção a seguir (2 Cr 20.14-18). Quantas vezes oramos, mas logo em seguida já estamos desesperados tentando qualquer solução carnal para nossas crises. Josafá não agiu assim e nós também não deveríamos. Ao orar, precisamos também reconhecer que o próximo passo somente poderá ser dado quando Deus de alguma forma nos responder e precisamos estar certos disso. Josafá ouviu a voz de Deus através de um profeta, mas nós temos a Bíblia que ao ser lida ou ministrada a nós é canal da orientação do próprio Deus e aplicável a qualquer situação da nossa vida.</p>
<p><strong><em>Deixe o Senhor guerrear por você</em></strong></p>
<p>Devemos buscar ao Senhor e esperar a Sua resposta, mas assim como Josafá devemos também deixar que ele conduza as circunstâncias ao nosso redor para o nosso bem. Josafá não lutou. Deus lutou por Josafá (2 Cr 20.20-23). Da mesma forma, eu não preciso me preocupar com os desafios da vida, pois antes mesmo de serem meus desafios eles são do Senhor. O Senhor lutará por mim, talvez não exterminando meus inimigos, mas conduzindo cada passo da minha vida para que eu seja mais que vencedor em Cristo Jesus (Rm 8.37), demonstrando seu cuidado e sua obra de aperfeiçoamento em minha vida (Rm 8.28,29).</p>
<p><strong><em>Receba do Senhor a vitória</em></strong></p>
<p>Depois de tudo, Josafá pode receber a vitória do Senhor e engrandecê-lo porque tudo o que precisava ser feito para que aquele desafio fosse vencido foi feito (2 Cr 20.24,27-30). Mas, por quem foi feito? Podemos cair no erro de, depois que a tempestade passar, nos esquecermos de quem ordenou que o vento cessasse e as ondas se acalmassem: Deus. Nosso Deus é um Deus Soberano e Poderoso. É Ele quem permite lutas em nossas vidas. É Ele quem nos atrai para Si e nos põe em um relacionamento com Ele por meio de Jesus. É Ele quem nos ensina diariamente através do seu Espírito Santo. É Ele quem conduz cada situação para produzir nosso bem. É ele quem nos faz vitoriosos. E chegará o dia em que esta vitória será perfeita, pois não mais se levantarão desafios, mas desfrutaremos eternamente da vitória conquistada por Jesus Cristo na Cruz do Calvário! Maranata!</p>
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		<title>O que é o evangelho</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Dec 2010 17:21:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Rangel de C. Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evangelho]]></category>
		<category><![CDATA[evangelho]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá amigos! Encontrei este vídeo no site iprodigo.com. Achei muito criativo e fiel ao evangelho. Espero que gostem!<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=veritatisverbum.wordpress.com&amp;blog=8105109&amp;post=84&amp;subd=veritatisverbum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá amigos!</p>
<p>Encontrei este vídeo no site <a href="http://iprodigo.com/" target="_blank">iprodigo.com</a>. Achei muito criativo e fiel ao evangelho. Espero que gostem!</p>
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		<title>Natal: celebrando o milagre da Encarnação</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Dec 2010 17:13:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Rangel de C. Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>

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		<description><![CDATA[Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. (Mc 10.45) Estamos em Dezembro e próximos ao Natal. Nesta data, comemoramos o nascimento de Jesus Cristo: o milagre de Deus vindo até a terra em “figura humana” (Fp 2.7). Na encarnação [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=veritatisverbum.wordpress.com&amp;blog=8105109&amp;post=82&amp;subd=veritatisverbum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. (Mc 10.45)</em></p></blockquote>
<p><em></em>Estamos em Dezembro e próximos ao Natal. Nesta data, comemoramos o nascimento de Jesus Cristo: o milagre de Deus vindo até a terra em “figura humana” (Fp 2.7). Na encarnação Deus se identificou plenamente conosco, nossas lutas, nossas dores, nossas limitações. Ele escolheu se tornar um de nós para realizar nossa salvação.</p>
<p>O que podemos aprender desta tão maravilhosa manifestação divina? Muitas são as lições, mas uma se faz especialmente relevante para nós todos os que professamos a fé em Jesus e participamos de sua Igreja. Esta lição é o serviço. Jesus Cristo foi enviado para nos servir. Como seus servos e imitadores, nós somos convocados a servir. E o Natal é um estimulo a mais para isso. Deus veio ate mim, tornando-se um homem igual a mim com o propósito de prestar-me o maior serviço que alguém poderia realizar: o meu resgate através de sua morte. Com isso em mente, como posso me manter distante do serviço do Senhor e do desempenho do Seu ministério?</p>
<p>Que eu e você entremos em 2011 com o desafio de servirmos como pessoas que se beneficiam todos os dias do maior e mais importante favor que recebemos de Deus – nossa redenção em Cristo Jesus!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/veritatisverbum.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/veritatisverbum.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/veritatisverbum.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/veritatisverbum.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/veritatisverbum.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/veritatisverbum.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/veritatisverbum.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/veritatisverbum.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/veritatisverbum.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/veritatisverbum.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/veritatisverbum.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/veritatisverbum.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/veritatisverbum.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/veritatisverbum.wordpress.com/82/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=veritatisverbum.wordpress.com&amp;blog=8105109&amp;post=82&amp;subd=veritatisverbum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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