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Impacto Jovem
No carnaval passado, aconteceu em Itajubá o primeiro Impacto Jovem, com participantes da IECI (Itajubá), IECA (Atibaia), IP Moriah (Americana) e outras igrejas de diversas cidades. Nos trabalhos de evangelização pessoal, foram abordadas mais de 815 pessoas, das quais mais de 100 pessoas se mostraram abertas ao evangelho.
No filme abaixo, o Pr. Roberto Rodrigues mostra um pouco do que foi o Impacto Jovem em Itajubá.
Verdadeira pregação
Atualmente, estou lendo o livro “Pregação e pregadores” de D. Martyn Loyd-Jones, editado pela Editora Fiel. Comecei a leitura, pois tenho sido impelido, neste início de ministério pastoral, a pensar sobre o meu papel como responsável por levar a mensagem do evangelho à congregação que o Senhor me tem confiado, domingo após domingo. Algo que me frustrou durante esses poucos domingos nos quais tenho pregado na IECI é a constatação de que muito dentre a pouquíssima habilidade homilética que pude receber no meu curso de teologia se havia perdido após os anos em que fiquei restrito ao ministério de ensino no Seminário. Por isso decidi voltar às páginas deste maravilhoso livro.
A leitura toda tem sido muito proveitosa. No entanto, achei por bem, para o meu próprio proveito e para o benefício de todos quantos quiserem, reproduzir de modo resumido as características mencionadas por Loyd-Jones do “ato de pregar”, descritas por ele no capítulo cinco do livro mencionado acima:
O envolvimento total da personalidade do pregador: no ato de pregar “todas as faculdades do pregador devem estar empenhadas” (p. 59). O pregador não pode envolver apenas seus lábios na pregação, mas todo o seu corpo e todas as suas emoções devem estar empenhados na ação de proferir a mensagem.
Senso de autoridade: O pregador deve se postar diante de sua congregação como alguém que é comissionado para a sublime tarefa de pregar. O pregador deve se apresentar à congregação na qualidade de um mensageiro enviado (p. 60).
Liberdade: O pregador deve se sentir livre durante o ato da pregação, não estando preso ao que foi preparado de antemão. O pregador deve ser sensível à inspiração do momento (p. 61). A orientação do Espírito Santo deve dar o rumo da pregação. O Sermão só estará pronto depois de pregado.
Interação: O pregador deve atentar para as reações da congregação. Isso será de grande auxílio e encorajamento, pois a congregação pode ser fonte de subsídios para o pregador, se ele se mantiver livre para seguir as orientações do Espírito durante a entrega do sermão.
Seriedade: O pregador “jamais pode transmitir a impressão de que a pregação é algo leviano, superficial, ou trivial” (p. 62). É própria para o pregador uma postura que transmita aos seus ouvintes a suprema importância dos assuntos por ele tratados. Seriedade, contudo, não significa que o pregador deve ser triste, antes ele deve ser “vívido e sério ao mesmo tempo” (p. 63).
Zelo e senso de preocupação: O pregador deve transmitir que está cativado pelo que está dizendo. Por estar absorvido e entusiasmado com o assunto ele se preocupa com os que ouvem. Ele deve estar cônscio das verdades de Deus a ponto de anelar profundamente que sua congregação apreenda essas verdades. O pregador precisa se mostrar totalmente envolvido com o que está sendo pregado.
“calor”: O pregador precisa ser comovente, por já ter sido comovido pela mensagem. Ele jamais pode se apresentar frio diante da mensagem. “Um homem que não se deixa comover por essas coisas [o conteúdo da mensagem], assevero eu, jamais as compreendeu” (p. 65).
Senso de urgência: Porque não se sabe o que se dará entre um sermão e outro, o pastor tem de ter plena consciência de que “A mensagem do evangelho é algo que não pode ser adiado” (p. 66). O pregador cuida de almas e trata de assuntos eternos. Não há nada que seja mais urgente do que isso.
Persuasão: A verdadeira pregação tem como objetivo guias as pessoas até a verdade (p. 66).
Empatia e emoção: O pregador precisa nutrir profunda compaixão pelas pessoas que o ouvem. O pregador precisa amar intensamente a congregação e expressar isso demonstrando sua comoção frente às Verdades que ministra.
Poder: “Se não houver poder, também não haverá pregação” (p. 69). A pregação é ato de Deus através do pregador. O poder de Deus precisa se manifestar através das palavras proferidas por seu mensageiro.
Estas características precisam marcar os púlpitos das igrejas de hoje. Elas precisam urgentemente estar mais presentes em meu púlpito. É com temor e tremor que me coloco diante da minha congregação com a Palavra Viva aberta e tento pregar para ela. Na verdade, ao ler as últimas linhas do capítulo, percebi o quanto estou longe de pregar de verdade. Após mencionar um grande pregador norte-americano do século XIX chamado James Henry Thornwell, D. M. Loyd-Jones declara o seguinte: “Qualquer homem que já conseguiu entrever o que significa pregar, inevitavelmente sentirá que nunca pregou” (p.72). Se Thornwell e Loyd-Jones não sabiam o que é pregar, quanto mais eu! Que gigantesca ignorância e pequenez me assolam! No entanto, como esses grandes homens fizeram no passado, quero também eu nutrir pela graça divina a esperança de um dia realmente pregar de verdade.
Que Deus nos ajude!
Soli Deo Gloria!